Exclusivo

Desespero toma conta do comércio na Baixa do Porto

Desespero toma conta do comércio na Baixa do Porto

Antigos cafés emblemáticos de portas fechadas. Aviz despede, mas não sabe quanto mais poderá resistir. Associação pede ao Governo um pacote de apoios urgente.

Lojas vazias, montras grafitadas e vandalizadas, hotéis e hostels fechados, pouca gente a circular nas ruas e desalento no rosto dos comerciantes à porta dos estabelecimentos. Na Baixa do Porto teme-se o pior neste Natal. Muitos confessam viver "apavorados", sem dinheiro para despesas básicas de funcionamento, como água e luz. Fazem-se despedimentos para se conseguir manter a porta aberta. A associação que os representa pede um pacote de medidas de apoio de emergência.

"Isto é um desespero. O turismo em massa secou o comércio. Houve muito deslumbramento, expulsaram os moradores do centro da cidade. Os turistas desapareceram e agora não mora aqui ninguém", afirma Paulo Almeida, sócio-gerente do Café Aviz, um dos históricos que resistem no quarteirão da Praça de D. Filipa de Lencastre, em plena Baixa portuense. O Café Ceuta encerrou há um ano. Esteve para reabrir em setembro, mas com a pandemia continua fechado. O Estrela d"Ouro, na Rua da Fábrica, está em degradação. Foi comprado por empresários italianos que querem transformar o edifício em mais um hotel, mas as obras não começaram.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG