Porto

Dinheiro esquecido em multibanco da Areosa devolvido ao fim de 15 dias

Dinheiro esquecido em multibanco da Areosa devolvido ao fim de 15 dias

O dinheiro esquecido numa caixa multibanco da Areosa, no Porto, foi devolvido finalmente. Manuel Azevedo, mediador de seguros que encontrou as notas e que há duas semanas tentava devolver a verba, depositou a quantia na conta da qual foi levantada.

Encontrou o dinheiro esquecido numa caixa multibanco da Areosa, no Porto, no dia 23 de março e, desde então, deu início a uma demanda para encontrar o legítimo proprietário. Manuel Azevedo, mediador de seguros, contactou o banco e recebeu dezenas de chamadas após o caso ter sido noticiado pelo JN. Agora, duas semanas depois, sem que fosse possível entrar em contacto com a pessoa que deixou o dinheiro na máquina, Manuel Azevedo depositou a quantia na conta que constava do talão que estava junto às notas.

Foi numa terça-feira que Manuel Azevedo encontrou dinheiro esquecido na caixa multibando da Rua de Costa Cabral junto ao cruzamento da Areosa. Pelo talão, que também ficou ali, o mediador de seguros percebeu tratar-se de uma conta do BPI, pelo que se dirigiu a uma agência daquele banco com o propósito de entregar a verba e o documento através do qual seria possível identificar o cliente.

No entanto, a pessoa que o atendeu aconselhou-o a guardar o dinheiro e o talão, e a enviar para o BPI um email com a história e outros elementos. Manuel Azevedo assim fez. Sem resposta, recorreu ao JN, de que é leitor habitual, para tentar encontrar a pessoa a quem pertencia o dinheiro.

Manuel Azevedo não conseguia descansar. Mesmo "não sendo uma fortuna", tinha consciência que a quantia podia fazer falta "para comer ou comprar medicamentos".

Só após a notícia ter sido publicada no JN Manuel Azevedo foi contactado pelo BPI, dando conta que a conta em causa pertencia, afinal, à Caixa Geral de Depósitos. Foi possível verificar, então, a titular da conta da qual tinha sido retirado o dinheiro. Assim, Manuel Azevedo ficou à espera de receber unm contacto para proceder à entrega do dinheiro.

O facto é que os dias foram passando e como até agora não foi possível entrar em contacto com a titular da conta, Manuel Azevedo foi informado pela Caixa Geral de Depósitos que poderia depositar o dinheiro conforme o número da conta que consta no talão. E Manuel Azevedo assim fez, devolvendo, finalmente, o dinheiro.

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Manuel Azevedo nunca revelou a quantia em causa. Diz apenas que ´é significativa para um reformado ou para quem ganha o salário mínimo.

O mediador de seguros também tentou encontrar o dono do dinheiro através da SIBS, sociedade responsável pela gestão das máquinas multibanco que, "pelo menos respondeu", para lhe dizer que lamentava não poder ajudar, "por causa da proteção de dados".

Após a primeira notícia do JN, Manuel recebeu dezenas de contactos, mas nenhum se revelou ser a pessoa certa, ao não conseguir revelar os elementos identificadores que se encontram no talão de levantamento.

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