Porto

Diretor do "Alexandre" acredita que as obras vão finalmente avançar

Diretor do "Alexandre" acredita que as obras vão finalmente avançar

O diretor da Escola Secundária Alexandre Herculano acredita que o novo concurso para a requalificação daquele estabelecimento não ficará deserto e mostra-se confiante de que a obra vai "finalmente" ser uma realidade.

"Estou esperançoso de que rapidamente se concretize a obra e, desta vez, tenho quase a certeza, que vão aparecer candidatos e ofertas suficientemente válidas para que a obra seja uma realidade", afirmou o diretor, Manuel Lima, à Lusa.

O novo concurso para a requalificação e modernização do centenário liceu Alexandre Herculano, por um preço base de 9,8 milhões de euros, foi publicado segunda-feira no Diário da República.

Manuel Lima baseia a sua convicção no facto do novo concurso centrar-se apenas na intervenção no edificado da escola sede, ao contrário do projeto da Parque Escolar que representava um investimento muito superior, nomeadamente com a aquisição de terrenos.

"O Governo comprometeu-se a reforçar a verba para financiar a intervenção na escola sede e a autarquia a construir um pavilhão gimnodesportivo, que poderá ser também utilizado pela comunidade", concluiu o diretor, dizendo estar expectante relativamente ao resultado do concurso.

Para o diretor da Alexandre Herculano, aquando das obras, o processo de transferências de alunos será, quanto muito, uma questão de pormenor para a qual os pais já estão devidamente sensibilizados.

A apresentação de candidaturas do novo concurso decorre até ao dia 24 de abril e é estimado que o período de obra se fixe nos 480 dias, ou seja, aproximadamente 16 meses.

Neste novo concurso, o preço-base da obra eleva-se para os 9,8 milhões de euros, depois de o Governo ter assumido o compromisso de comparticipar 3,7 milhões de euros e o município do Porto mantêm o contributo de 950 mil euros, com o compromisso de construir o pavilhão polidesportivo, que deverá rondar os dois milhões de euros.

A autarquia lembra, no seu site, que o primeiro concurso para a reabilitação do centenário liceu, lançado em outubro, não teve concorrentes. "Apesar de se terem apresentado 14 interessados, estes invocaram que o preço proposto para o projeto que chegou à Câmara depois de elaborado pela Parque Escolar, no valor de sete milhões de euros, era demasiado baixo", lê-se no site da Câmara.

O impasse foi resolvido em janeiro, depois de uma reunião entre o primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, onde foi anunciado "o lançamento de um novo concurso com a revisão do preço-base".

Determinou-se, então, que já no decurso de 2019 o Ministério da Educação vai transferir para a Câmara do Porto o valor de 475 mil euros e, em 2020, 3,27 milhões, perfazendo o total de 3,7 milhões de euros "da contrapartida pública nacional a cargo do Estado".

A escola, instalada num edifício do arquiteto Marques da Silva, chegou a ser encerrada pela direção, em janeiro de 2017, devido à sua degradação, que poderia pôr em causa a segurança de alunos, professores e funcionários, reabrindo portas a 13 de setembro daquele ano para algumas turmas após obras consideradas prioritárias.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG