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Ecopista avança no Ramal da Alfândega no Porto

Ecopista avança no Ramal da Alfândega no Porto

A antiga linha ferroviária do Ramal da Alfândega, no Porto, vai mesmo transformar-se em Ecopista. Foi aprovado esta segunda-feira, em Assembleia Municipal do Porto, o contrato de subconcessão da infraestrutura que permite à Câmara avançar com os trabalhos. A obra custará quase um milhão de euros.

O desejo da Câmara do Porto em resgatar a antiga ferrovia, muito importante para o transporte de mercadorias em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, era já há muito conhecido e irá, agora, concretizar-se.

O acordo entre a Câmara do Porto e a Infraestruturas de Portugal, gestora do equipamento, permite ao município avançar com o projeto enquanto se discutem duas hipóteses para o espaço. Tratar-se-á, portanto, de uma "solução temporária", enquanto se analisa se aquele lugar deverá ser aproveitado, definitivamente, para um transporte pendular entre Campanhã e a Alfândega ou, então, uma ciclovia.

Ora, esta "solução temporária", para Rui Sá, da CDU, parece envolver despesas demasiado elevadas. O orçamento para a obra é de 929 mil euros e os trabalhos deverão prolongar-se por três meses. Além disso, acrescenta o deputado, o contrato apresentado deixa transparecer a ideia de que, naquele espaço "não será permitida a solução do transporte público".

A estas preocupações da CDU juntam-se outras partilhadas pelo PS, PSD, BE, e PAN, que envolvem o receio de que, construída a Ecopista, não serão analisadas as outras hipóteses. Para Tiago Barbosa Ribeiro, do PS, o documento levanta dúvidas, "não sendo claro que [aquela obra] possa ser revertida". Alberto Machado, do PSD, expressou a mesma dúvida, mostrando-se preocupado com o facto de que o documento em questão "claramente nos indica a utilização que a IP permite naquele local".

O PAN manifestou a vontade em transformar aquele equipamento numa ligação rápida como uma forma de "promoção da mobilidade ativa".

Autarquia explica

No contrato de subsconcessão pode ler-se que o "objeto do presente contrato destina-se exclusivamente à adaptação e utilização da plataforma como Ecopista para fins de modos suaves de mobilidade, turísticos e/ou lazer, não podendo o município dar-lhe qualquer outro destino, sem a prévia autorização escrita da IP".

Com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, ausente da sessão, foi o seu vice-presidente, Filipe Araújo, quem apresentou as explicações do município aos deputados: "são soluções táticas, sem prejudicar o que estará em estudo durante esse tempo. Aquele investimento será aproveitado nos próximos anos. Como, por um exemplo, o investimento de 150 mil euros para a contenção de tetos, que não será perdido".

O vice-presidente esclareceu ainda que, após a análise das duas hipóteses (um transporte pendular de ligação rápida ou uma ciclovia), o acordo com a IP poderá ser alterado mediante um estudo de viabilidade financeira.

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