Sustentabilidade

Empresas municipais do Porto com instalações novas e amigas do ambiente

Empresas municipais do Porto com instalações novas e amigas do ambiente

À espera do certificado para se tornar o primeiro edifício público LEED, o número 249 da Rua de S. Dinis, no Porto, é o novo edifício das empresas municipais Porto Ambiente e da GO Porto. As novas condições permitem "um impacto ambiental menor e uma poupança ambiental de cerca de 40%", nota o presidente da Câmara, Rui Moreira.

Desde meados do ano passado que a Porto Ambiente e a Go Porto entregaram os edifícios onde estavam instaladas, na Rua do Eng. Ferreira Dias, na zona industrial, e que estavam arrendados pelo Município. Além da poupança da renda, a mudança permite que a cidade "dê também o exemplo", nota o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, adotando "um comportamento ambientalmente aceitável".

O investimento municipal foi de quatro milhões de euros e o objetivo é que o edifício receba uma certificação LEED. Trata-se de "um sistema de certificação de mérito ambiental, coordenado pelo United States Green Building Coucil, que define boas-práticas e avalia o desempenho ambiental do edifício em várias vertentes fundamentais da sustentabilidade ambiental", explica a Câmara do Porto.

O antigo matadouro e canil municipal, cujo edifício "estava muito degradado", foi reabilitado e ganhou coberturas verdes (uma plana e duas inclinadas), compostas por vegetação e que envolvem "técnicas de impermeabilização e plantação", que "além de conferirem um ambiente agradável quer para os utilizadores do edifício, como para as edificações vizinhas, colaboram também no controlo da temperatura e conforto acústico", refere a Câmara do Porto.

A par disso, foram instalados vários painéis solares no imóvel, bem como um sistema de gestão técnica centralizada de edifícios, ou seja, agora há "um posto central que controla e monitoriza os equipamentos mecânicos e elétricos".

A proposta, revela Rui Moreira, foi do vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo. "Teve a ideia de reabilitar este edifício, de ter esta forma de resolver o problema ambiental e de colocar aqui duas empresas municipais de referência", salientou o autarca.

"Ou seja, o Município não quer só ter um comportamento ambientalmente aceitável, como também quer, de alguma maneira, mostrar ao setor privado que é possível adequar edifícios e isto é uma reabilitação com estas novas condições e exigências", explicou Rui Moreira.

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Formação especializada

A melhoria das condições motivou até, durante a visita desta quarta-feira, várias brincadeiras por parte do Executivo, que sugeriram mudar-se dos Paços do Concelho para edifício, agora reabilitado, na Rua de S. Dinis. Nas instalações, há balneários para as equipas da recolha de lixo e salas onde o Município faz "formação contínua" à população e comerciantes no sentido de sensibilizar para o tratamento e separação dos resíduos.

"Fazemos formação contínua no sentido não tanto de penalizar as pessoas, mas de fazer uma fiscalização pela positiva, e isso tem levado a que o Porto tenha já atingido níveis, em termos de reutilização, que só contaríamos chegar lá daqui a quatro ou cinco anos. Isso foi possível através da criação da Porto Ambiente. Era um serviço que estava externalizado e estamos muito satisfeitos com a decisão [de criar a empresa municipal]", acrescentou Rui Moreira.

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