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Erro de tradutora põe Rui Rio a dizer "mierda"

Erro de tradutora põe Rui Rio a dizer "mierda"

Um erro de tradução repetido num dos maiores jornais espanhóis pôs, esta quarta-feira, o presidente da Câmara do Porto a dizer que a actual ligação ferroviária entre Porto e Vigo era "una mierda". Mentira, garante a autarquia, que prova com o escrito por outros jornais que assistiram à conferência onde tudo aconteceu, em Vigo. O site da Câmara confirmava a sua tese colocando em linha a gravação da intervenção de Rui Rio. E o que ele disse foi que "o que há agora é nada".

A verdade é que o engano teve direito a título na edição online do diário "El Mundo" - "Rui Rio: "La conexión ferroviaria entre Vigo y Oporto es una mierda"". Mais adiante, o texto insistia na frase. "Se não conseguimos uma ligação decente, a integração da região torna-se mais difícil porque o que há agora é uma merda e isso é um problema". A autarquia tratou de corrigir prontamente o erro, que já tinha sido, entretanto, replicado no site do Forum Nueva Economía, organizador do encontro "Fórum Europa - Tribuna Galicia". Palavras à parte, Rui Rio quis dizer que, com o que existe actualmente, não se promove a integração da região.

O autarca defendeu ali a isenção do pagamento de portagens nas SCUT para os estrangeiros, porque acredita que a actual complexidade do sistema é um entrave ao desenvolvimento do eixo Galiza-Norte de Portugal. "Aquilo que se perde não é compensado pelas receitas", garante Rui Rio, admitindo que "é a lógica de ter portagens em todas as vias rápidas do país, mas é um problema, porque (as SCUT) não foram pensadas para isso e não podem ter o mesmo sistema de cobrança que as auto-estradas".

Contudo, "é impossível os portugueses não pagarem", porque têm alternativas. "Está mal, mas não há outra solução". Mas obrigar os estrangeiros a pagar "pode trazer muitas desvantagens do ponto de vista financeiro". Rio já fez chegar esta posição ao ministro da Economia. Dentro da mesma linha, acolheu como "boa ideia" a proposta avançada anteontem por empresários e eleitos do Norte de Portugal e da Galiza de criar uma área "transnacional" isenta, num raio de cem quilómetros junto à fronteira.

Grande parte da intervenção foi dedicada à crítica à gestão centralizada de Lisboa e à falta de interlocutor à altura da Xunta de Galicia. "Ninguém medeia. Tanto o Porto de Leixões como o Aeroporto Sá Carneiro dependem de Lisboa", impedindo que se aproveitem sinergias com a Galiza.

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