Porto

Es.Col.A acusa polícias de destruição de todo o material da escola

Es.Col.A acusa polícias de destruição de todo o material da escola

O coletivo Es.Col.A acusou a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Municipal de destruição de todo o material que se encontrava na escola da Fontinha, no Porto, na sequência da ação de despejo que ocorreu esta quinta-feira.

Ivo Castelo, morador e também elemento do movimento, disse ainda ter sido agredido pelos polícias.

Fonte oficial da PSP do Porto disse que, para além das três detenções ocorridas esta manhã de quinta-feira, duas por injúrias e uma por agressão, não foi reportada qualquer outra ocorrência relacionada com o caso, com exceção ao indivíduo que, "supostamente", se terá tentado imolar.

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A Polícia Municipal, contactada pela Lusa na escola da Fontinha, não quis reagir.

"Destruíram tudo, desde computadores, bicicletas e até brinquedos de crianças", disse Ivo Castelo. Como morador, teve autorização para passar o cordão de segurança.

Os elementos afetos ao Es.Col.A - Espaço Coletivo Autogestionado do Alto da Fontinha, após o despejo, manifestaram-se na esquadra da Polícia de Segurança Pública do Heroísmo, depois na Câmara do Porto e regressaram posteriormente à Escola, de forma a reocuparem o espaço.

A Es.Col.A - Espaço Coletivo Autogestionado do Alto da Fontinha é um projeto sem fins lucrativos que oferece várias valências, como aulas de desenho, ioga ou guitarra e um clube de xadrez para todas as idades.

Ivo Castelo garantiu que a escola está "completamente destruída" e assumiu a intenção do coletivo de voltar a ocupar o espaço.

"Da outra vez (primeira ação de despejo), colocaram paredes de tijolo e nós acabámos por conseguir entrar. Agora, mesmo com chapas de ferro soldadas, será igual. Pode custar mais, mas vamos, de novo, ocupar a escola e continuar a lutar por uma causa que é justa", assumiu.

A PSP, ainda de acordo com este elemento do Es.Col.A, vai permanecer no local por tempo indeterminado.

"Na entrada da rua, um polícia veio ter comigo e disse: 'Dou-te uma cabeçada se te apanho lá em cima' (perto do cordão policial)". E até um amigo meu foi agredido com um 'caldo'", disse.

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