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Es.Col.A leva para frente da Câmara do Porto atividades que desenvolvia na Fontinha

Es.Col.A leva para frente da Câmara do Porto atividades que desenvolvia na Fontinha

O coletivo Es.Col.A utilizou, esta segunda-feira, a praça em frente à Câmara do Porto para desenvolver as atividades que habitualmente desenvolvia na Fontinha. Mais tarde, nas traseiras da autarquia, houve bombos e música para saudar os elementos da assembleia municipal, que decorre no edifício.

Sem a antiga escola primária da Fontinha para desenvolver as suas atividades, o movimento reuniu-se esta segunda-feira a partir das 18.30 horas em frente à Câmara do Porto, tendo realizado uma aula de ioga, um ensaio de uma peça pelo grupo de teatro e jogos de xadrez, numa iniciativa a que se juntou um grupo de música e bombos.

Cerca das 20.50 horas, os elementos presentes deslocaram-se para as traseiras da Câmara Municipal, movimentação realizada sob o olhar da polícia, altura em que se iniciava a reunião da Assembleia Municipal.

Os manifestantes tocavam bombos e outros instrumentos musicais, tendo construído um pequeno muro com tijolos onde pode ler-se: "Antes emparedado do que ocupado?".

Em declarações aos jornalistas, o professor de teatro Luís Costa explicou que "o pessoal da Es.Col.A resolveu trazer para aqui as atividades que não consegue fazer na Fontinha".

O responsável pelas atividades de teatro disse ainda que o grupo continua interessado em aparecer, sendo por isso feito o ensaio em frente à Câmara do Porto.

Já António Sérgio, do grupo de bombos que esta segunda-feira animou o protesto, afirmou aos jornalistas que os seus membros nunca tocaram na escola a não ser no dia 25 de abril mas são simpatizantes das pessoas que iniciaram o movimento na Fontinha, tendo por isso vindo apoiar com aquilo que podem, neste caso a música.

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"É mesmo para fazer tremer as paredes da Câmara", frisou.

O Es.Col.A -- Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha ocupou a antiga escola primária da Fontinha em abril de 2011 para desenvolver um projeto sem fins lucrativos com várias valências, como aulas de desenho, ioga, teatro ou guitarra e um clube de xadrez para todas as idades.

O movimento foi despejado no dia 19 perante, segundo a Câmara do Porto, a "incompreensível recusa do grupo em aceitar as condições exigidas por lei", nomeadamente a formalização do contrato de cedência (apenas até fim de junho) e o pagamento de 30 euros mensais de renda.

Ativistas do Es.Col.A e participantes nas comemorações do 25 de Abril ocuparam na quarta-feira a escola, em protesto contra o despejo, mas as entradas do espaço foram na quinta-feira entaipadas pela Câmara para impedir a reocupação.

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