Porto

Esplanadas de Parada Leitão vêm abaixo em setembro

Esplanadas de Parada Leitão vêm abaixo em setembro

A Câmara do Porto mandou demolir as esplanadas de Parada Leitão até setembro. A queixa da Direção Regional de Cultura do Norte ao Ministério Público obriga a Autarquia a ordenar a remoção.

A notificação municipal chegou no final da semana passada aos empresários. O Município aponta o dedo à DRCN por ter assumido uma posição de "rutura com qualquer possibilidade de negociação", no momento em que a Autarquia e os comerciantes tinham chegado a acordo para a desmontagem das quatro estruturas ilegais até ao dia 31 de dezembro do próximo ano.

Face à rejeição desse entendimento pela DRCN, a Câmara diz-se obrigada a ordenar a retirada no prazo de dois meses, uma vez que é impossível legalizá-las, como pode ler-se no documento a que o JN teve acesso. A decisão surge na sequência da participação, assinada pela diretora da DRCN, Paula Silva, ao Ministério Público. É solicitada a reposição da legalidade em Parada Leitão, sublinhando o desrespeito camarário pelos sucessivos pedidos da DRCN para a demolição das estruturas.

A queixa surpreendeu o Município e os empresários. A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, que tem representado os comerciantes neste processo, entende a recusa da DRCN da proposta de permanência das esplanadas até ao final do próximo ano como uma "birra da diretora" Paula Silva.

"Há uma falta de sensibilidade incompreensível da DRCN em relação à atual conjuntura económica que muito afeta os empresários. Eles fizeram tudo de boa-fé e são os mais prejudicados", sublinha António Fonseca. O presidente da associação considera "lamentável" a reclamação feita no Ministério Público, até porque a DRCN não está isenta de culpas.

"Temos de manifestar o nosso descontentamento total contra a DRCN, que está a pressionar a demolição. A direção regional também é responsável. Não cumpriu os seus deveres de imediato e nada fez para embargar as obras quando começaram".

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