Porto

Estacionamento do silo-auto com mesas de voto pela primeira vez

Estacionamento do silo-auto com mesas de voto pela primeira vez

Duas horas depois das mesas de voto terem aberto, centenas de pessoas tinham já votado, este domingo, no parque de estacionamento do silo-auto, no Porto. Espaço que, pela primeira vez, recebeu mesas de voto.

O silo-auto foi um dos espaços escolhidos para receber os eleitores, respeitando todas as normas de segurança.

"Nas anteriores eleições fui votar ao edifício da Câmara do Porto, mas agora fui encaminhada para aqui", contou ao JN Miriam Costa, 39 anos, que confessou ter-se sentido "segura por o espaço ser muito amplo".

De acordo com uma funcionária da Junta do Centro Histórico do Porto, que à porta encaminhava as pessoas para o 1ª piso, "às 8 horas já havia uma fila à porta".

Com as seis mesas de voto distribuídas pelos lugares de estacionamento, António Fonseca, presidente da Junta da União de Freguesias do Centro Histórico, ajudava um a um os eleitores acabados de chegar. "Mesa 32? O senhor terá de ir pelo lado de fora e é a quarta mesa. Peço que respeite a distância recomendada. Ao regressar, venha, por favor, encostado junto à parede", repetia o autarca, só mudando a indicação da mesa.

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José Lopes Pereira, 90 anos, de andarilho e com grande dificuldade de locomoção, foi um dos que fez questão de ir votar. "Votei toda a minha vida e não me sentiria bem em casa se não viesse cumprir o meu dever", desabafou ao JN. Muito embora tenha subido ao 1ª andar do silo-auto com a ajuda do elevador, o idoso confessou que "talvez para a próxima" prefira que o voto "seja feito em casa".

António Fonseca contou ao JN que "tendo em conta as recomendações da Direção-Geral da Saúde, o ideal teria sido a votação acontecer nos pavilhões desportivos, até porque havia mais espaço".

"Só que era preciso proteger o piso de todos os equipamentos que seriam usados e o custo era elevado", contou.

Foi, então, que o autarca se lembrou "de pedir autorização a diferentes entidades para instalar as mesas de votos noutros locais, igualmente com espaço, tendo como preocupação o facto de se situarem junto aos antigos locais onde as pessoas estavam habituadas a votar", explicou.

Daí, pela primeira vez, haver, neste domingo, mesas de voto no silo-auto, mas também no edifício da Reitoria da Universidade do Porto, na Alfândega, no Teatro Carlos Alberto e até no Mercado Ferreira Borges.

O autarca elogiou a recetividade de todas as entidades envolvidas, "que prontamente cederam os edifícios", assumindo que "o mais difícil foi encontrar, até mesmo nas próprias candidaturas, mais de 100 pessoas disponíveis para estarem nas mesas de voto".

Daí que António Fonseca tenha deixado um recado ao Governo: "Seria bom que pagassem em tempo útil as pessoas mobilizadas para as mesas de voto. É que as Juntas têm antecipado esse dinheiro, mas depois ficam meses à espera".

No Centro Histórico do Porto, os eleitores foram distribuídos por 43 mesas, apoiadas por 215 pessoas.

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