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Estado pagou 25 mil euros a turista que caiu na Ponte Luís I

Estado pagou 25 mil euros a turista que caiu na Ponte Luís I

O Estado pagou 25 mil euros de indemnização à turista norte-americana que, em janeiro de 2019, tropeçou num "metal solto" na Ponte Luís I, entre o Porto e Gaia.

A informação foi comunicada esta quarta-feira pela Infraestruturas de Portugal (IP), após um parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) pedido pelo JN que há, precisamente, dois meses noticiou que o pagamento já tinha sido efetuado em março.

Na altura, nem a Infraestruturas de Portugal nem a advogada que representa a cidadã norte-americana quiseram adiantar o montante indemnizatório, que resultou de um acordo entre as partes e não de uma decisão judicial. No entanto, no seu parecer, datado de outubro, a CADA conclui que por se tratar da "utilização de dinheiros públicos" tal informação "é passível de ser conhecida e escrutinada".

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Debra Hillebrand sempre exigiu ser ressarcida, pelo menos, das despesas médicas. Para isso, anexou relatórios e receitas, recibos de medicamentos e de tratamentos, comprovativos das deslocações que fez e das despesas em que incorreu e remeteu-as à IP. Além do inchaço e das nódoas negras por toda a cara, a turista, à data com 49 anos, fraturou o nariz e o maxilar, tendo sido operada no Hospital de Santo António onde permaneceu internada por cinco dias. Os tratamentos continuaram depois nos EUA, de onde é natural.

No processo, entretanto concluído após acordo, constam ainda "os ferimentos sofridos, as patologias de que ficou a sofrer e os impactos na sua qualidade de vida, designadamente, na sua capacidade para a realização das atividades próprias de uma pessoa da sua idade, dos tratamentos que continuou a ter de se submeter, da dor física sentida e do sofrimento psicológico igualmente envolvido".

Quando a turista caiu, o tabuleiro inferior da Ponte Luís I, espaço muito frequentado por turistas, encontrava-se bastante degradado. As obras de reabilitação começaram há mais de um ano e só deverão ficar prontas no final de março do próximo ano.

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