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Estafetas voltam aos protestos e recusam entregar encomendas no sábado

Estafetas voltam aos protestos e recusam entregar encomendas no sábado

Colaboradores da Uber, Glovo, Bolt e Take Way exigem aumento do montante pago por quilómetro. Paralisação estende-se por todo o dia de sábado.

Os estafetas ao serviço das plataformas digitais como a Uber, Glovo, Bolt e Take Way vão voltar a parar durante este sábado, na cidade do Porto. Em menos de um mês, é o segundo protesto levado a cabo por estes trabalhadores que, entre outras reivindicações, exigem o aumento do valor do quilómetro pago pelas empresas, para fazer face ao atual preço dos combustíveis.

Se, em 11 de de março, os estafetas recusaram fazer entregas no período entre as 19 e as 23.59 horas, este sábado os trabalhadores não vão transportar encomendas, sobretudo de produtos alimentares, durante todo o dia. "Os estafetas pediram folga e não vão trabalhar. Estamos com a expectativa de que, pelo menos, cerca de 200 pessoas adiram à iniciativa", explica Marcel Borges, um dos promotores da "Folga Coletiva".

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A concentração dos colaboradores das plataformas eletrónicas está marcada para as 15 horas, na avenida dos Aliados, local de onde partirão para um "buzinão", que percorrerá os principais pontos da cidade do Porto, incluindo os pontos de recolha de encomendas mais movimentados. "Ninguém irá trabalhar. Queremos que o valor pago por quilómetro seja aumentado", acrescenta Marcel Borges.

Segundo este estafeta, a Glovo reduziu, recentemente, esse montante de 42 para 24 cêntimos, enquanto a Uber não altera o valor pago "há dois anos". "Num serviço em que foram percorridos três quilómetros, a Uber pagou um total de 2,01 cêntimos. São 67 cêntimos por quilómetro", descreve Marcel Borges.

Apoio do sindicato

O protesto dos estafetas da cidade do Porto conta com o apoio do Sindicato de Hotelaria do Norte (SHN/CGTP-IN). "[Exigi-se] um mínimo de 80 cêntimos do preço pago por quilómetro, contado desde a receção do pedido até à entrega do mesmo ao cliente, ou uma percentagem igual a 50% do preço da gasolina, que cada vez é mais variável e que tem penalizado a classe trabalhadora", defende o sindicato.

O SHN/CGTP-IN alega que as plataformas digitais podem suportar o aumento do valor pago por cada entrega para 2,5 euros, assim como "um valor adicional, em caso de espera, superior a dez minutos de um euro e a atribuição de um bónus diário por cada hora de serviço de um euro".

O sindicato reclama, ainda, a "atribuição de um bónus significativo de dez euros, em caso de mau tempo e de um subsídio noturno", a instituição de um "seguro de saúde e de doença e um salário mínimo garantido de 800 euros".

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