Metro do Porto

Estudo de impacte ambiental da linha Rubi será entregue durante esta semana

Estudo de impacte ambiental da linha Rubi será entregue durante esta semana

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, anunciou que no decurso desta semana a empresa Metro do Porto vai entregar à Agência Portuguesa do Ambiente o estudo de impacte ambiental referente à construção da linha Rubi, "incluindo a nova travessia do rio Douro".

O anúncio foi feito ao final da manhã desta segunda-feira, depois de uma visita às obras de expansão da rede. Segundo Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, segue-se agora um período de consulta pública, durante 100 dias úteis, estando previsto lançar o concurso para a construção da linha Rubi, que ligará a Casa da Música a Santo Ovídio (Gaia), "no final do mês de novembro, início do mês de dezembro".

O responsável referiu que é intenção da empresa "divulgar o máximo possível" o projeto. "Seremos proativos na divulgação da informação", acrescentou Tiago Braga, quando questionado sobre a possibilidade de haver novas contestações em tribunal que possam atrasar o processo e comprometer a conclusão dentro do prazo previsto (final de 2025, visto estarem em causa fundos do Plano de Recuperação e Resiliência). "Este exercício que queremos fazer ao nível da consulta pública já vai ao encontro desse receio", disse ainda.

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A visita do ministro começou em Vila Nova de Gaia, onde decorrem as obras na linha Amarela, que será prolongada desde Santo Ovídio até Vila d'Este. Duarte Cordeiro esteve no estaleiro da futura estação Manuel Leão e visitou ainda os locais onde será montada toda a estrutura de suporte do viaduto que terá ligação à estação de Santo Ovídio. Já no Porto, visitou a zona onde vai ser construída a nova estação de S. Bento, que vai servir a linha Rosa (a construir a partir da Casa da Música).

Em declarações aos jornalistas no final da visita, afirmou que "as obras estão a decorrer dentro dos prazos previstos", quer a obra referente à extensão da linha Amarela, quer a que diz respeito à linha Rosa. "No decorrer desta semana, a Metro do Porto entregará o estudo de impacte ambiental à APA [Agência Portuguesa do Ambiente], no sentido de avançar já, incluindo, inclusivamente, a nova travessia do rio Douro", anunciou, a propósito da linha Rubi, a segunda da rede de metro a fazer a ligação entre Porto e Gaia e que implica a construção de uma nova ponte.

"É muito importante neste mandato nós termos a capacidade de concretização de todas estas obras, que vão melhorar substancialmente a mobilidade na Área Metropolitana, nos concelhos envolvidos", disse o ministro. "Hoje não há incompatibilidade nenhuma no investimento na área do ambiente e no crescimento económico. Estas obras também vão permitir melhores condições de desenvolvimento económico para os territórios onde se inserem, para além dos ganhos ambientais", acrescentou.

Agradecendo "a paciência que as pessoas têm nestes momentos", o governante insistiu que estas obras são "determinantes" para o país e acrescentou que "terão depois um benefício muito grande na vida das pessoas".

Quanto à possibilidade de o Governo vir a rever o curto global da obra devido ao aumento dos preços no setor da construção civil, lembrou que os contratos em vigor devem ser cumpridos. "Há riscos. Nós procuraremos sempre que os riscos sejam avaliados de parte a parte", sublinhou, para concluir que se trata de "uma matéria que tem de ser acompanhada com cuidado".

Também Tiago Braga referiu o caráter estruturante da expansão da rede de metro, "nomeadamente para a zona sul da Área Metropolitana do Porto", numa referência a concelhos como Espinho, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira, no sentido de facilitar a mudança "do transporte individual para o transporte coletivo".

O presidente da Metro do Porto acrescentou que, para a fase de consulta pública que irá decorrer a partir da entrega do estudo de impacte ambiental à APA, a empresa está a preparar um 'road show', com um conjunto de elementos desde vídeos, maquetas e outros suportes de explicação, "para apresentar à população em geral". Considera que é muito importante "as pessoas conhecerem o projeto e estarem comprometidas com aquilo que é o projeto".

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