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Extensão do Metro do Porto depende de orçamento da UE

Extensão do Metro do Porto depende de orçamento da UE

O Comissário Europeu para a Política Regional, Johannes Hahn, afirmou, este sábado, que o financiamento da extensão da rede do metro da região dependerá do próximo orçamento comunitário (2014/2020).

No final de uma visita de dois dias ao Porto e a Gaia, para conhecer no terreno projectos de particular impacto para a região, financiados por fundos comunitários, Johannes Hahn disse que "ainda nada está definido" em relação ao metro, mas admitiu que este é um projecto que se integra na política comunitária dos transportes.

O comissário europeu sublinhou que esse financiamento dependerá sobretudo, das propostas da região e do país.

O responsável falava aos jornalistas no final de uma viagem de metro entre as estações da Casa da Música, Porto, e a nova Estação de Santo Ovídio, Gaia.

Questionado pela Lusa sobre um outro projecto, a ligação ferroviária Porto/Vigo, Johannes Hahn disse compreender que o Governo português tenha decidido recuar devido às restrições orçamentais, mas considerou que o mesmo "poderá ser concretizado no futuro", se essa for a vontade das regiões.

A encerrar o programa, em Vila d'Este, Gaia, o Comissário Europeu visitou as obras de reabilitação e de eficiência energética dos edifícios residenciais daquele aglomerado urbano.

A primeira fase destas obras está orçada em 5,2 milhões de euros, dos quais 4,2 milhões resultam de financiamento comunitário.

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O presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, que acompanhou Johannes Hahn nesta deslocação, disse que a "segunda fase do projecto já está prevista para financiamento".

"É muito difícil para a câmara complementar fundos comunitários, mas é verdade que não vamos poder parar este projecto. Até ao fim deste mandato autárquico a segunda fase estará em curso e, nessa altura, poderei dizer que a Câmara de Gaia terá feito o maior projecto de reabilitação urbana em concentrado da UE", acrescentou.

Sobre a ligação de metro entre Santo Ovídio e Vila d'Este, Menezes defendeu que "a solução poderá passar por abrir um canal próprio e exclusivo para transportes públicos, como autocarros eléctricos, híbridos ou a gás, colocados ao serviço da extensão do metro".

"Podia-se fazer essa extensão aí por um quinto dos custos que o projecto do metro implica", sublinhou, considerando que esta solução poderia ser adoptada para outros trajectos previstos para o metro do Porto.

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