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Festas e romarias estão de volta à região do Porto

Festas e romarias estão de volta à região do Porto

Senhor de Matosinhos dá o pontapé de saída já em maio e o São Pedro da Afurada até já tem programa.

Com a entrada de Portugal numa nova fase da gestão da pandemia e com o alívio das restrições, muitos concelhos de Norte a Sul do país estão a anunciar a retoma das suas festas e romarias e a Área Metropolitana do Porto não fica atrás. Os programas estão ainda em elaboração e as autarquias mostram-se prudentes quanto à forma como irão gerir os eventos pós-pandemia. A Câmara do Porto remete "novidades para breve" quanto ao São João que este ano será de novo celebrado em força em Vila do Conde e em Sobrado, Valongo, com as tradicionais bugiadas e mouriscadas.

A autarquia vilacondense ainda não reuniu com a comissão de festas, mas a ideia é que, este ano, o São João volte à "normalidade". Regressa o cortejo luminoso, a ida dos ranchos à praia, o fogo no estuário do Ave e a festa por toda a cidade. Isto tudo, frisa o presidente da Câmara, caso não haja agravamento da situação pandémica.

A 16 de junho, o autarca espera ainda que a cidade receba os tradicionais tapetes de flores. Os tapetes, que se realizam de quatro em quatro anos e cobrem três quilómetros de ruas da cidade, deveriam ter sido feitos em 2021, mas a covid-19 obrigou ao adiamento da festa do Corpo de Deus. Também em Sobrado, Valongo, salvo "aconteça um revés", segundo o Centro de Documentação local, este será o ano do regresso, numa freguesia que sofreu com um dos primeiro focos de covid-19 e onde morreram muitas pessoas.

Também a festa do santo pescador, a principal da Póvoa de Varzim, já começou a ser preparada. O presidente da Câmara, Aires Pereira, já fez a primeira reunião com os seis bairros que dinamizam o São Pedro e explica: "Se tudo correr como o previsto, teremos o desfile das rusgas, a festa por toda a cidade e as nossas sardinhadas". Na Afurada, em Gaia, o São Pedro já tem programa completo, de 23 de junho a 4 de julho, com variedades e artistas contratados. José Pedro Paixão, tesoureiro da comissão de festas, destaca a grande noite de fogo de artifício no estuário do Douro, na noite de 2 para 3 e a procissão no dia 3 de julho.

Dias depois é a vez de São Bento ser festejado em Santo Tirso, embora, diz a autarquia, o formato não esteja fechado, pois é necessário "acompanhar a evolução da pandemia". Deve, contudo, "andar perto" dos moldes pré-pandemia. Quanto à Senhora das Dores, na Trofa, ainda não está constituída a comissão de festas mas a intenção é que se realizem nos moldes normais, ou seja, regressando à procissão com os andores gigantescos.

Também para as primeiras semanas de julho preparam-se já as festas do concelho da Maia dedicadas a Nossa Senhora do Bom Despacho e o São Bento das Peras que volta a ser a grande festa na cidade de Rio Tinto. Gondomar prepara o regresso em força das festas do concelho para outubro, em honra de Nossa Senhora do Rosário, conhecida pela Feira das Nozes.

Antes de tudo isto e já em maio volta uma das maiores romarias do Norte, o Senhor de Matosinhos, celebrada anualmente desde o século XVII (com exceção dos anos de 2020 e 2021).

"Trata-se de manifestações de agenda regional com uma capacidade de atração turística internacional cada vez mais forte, nomeadamente junto do nosso primeiro mercado turístico, o espanhol", salienta Luís Pedro Martins, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, que considera positivo para o setor este regresso à normalidade.

Para Luís Pedro Martins, "o que nos distingue enquanto destino turístico é a nossa autenticidade e é nesta manifestações que ela é se torna mais visível".

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