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Foi a pensar nos netos que Van Zeller escreveu um livro sobre Porto

Foi a pensar nos netos que Van Zeller escreveu um livro sobre Porto

João Van Zeller apresenta esta quarta-feira o livro "Johny Boy. Porto: Anos 40&50". Em conversa com o JN, o gestor considera que a Invicta se destaca pela "força das pessoas".

Foi a pensar nos netos que João Van Zeller, 78 anos, decidiu escrever, "ao ritmo da pena", o livro "Johny Boy. Porto: Anos 40&50", que e apresentado esta quarta-feira, no auditório da Casa das Artes, no Porto. Apesar de só ter vivido na Invicta até aos 18 anos, João Van Zeller assegura que o Porto lhe deixou "uma herança muito importante", que esteve sempre na base da sua personalidade.

Nos anos 40 e 50, "as memórias mais importantes que se podiam registar eram de austeridade e de um sentido de poupança muito grande", contrário "ao sentido de consumo" que caracteriza a sociedade atual. E era a pé que as crianças e os jovens percorriam a cidade de ponta a ponta. Além disso, havia um grande respeito pelos professores, "que eram muito rigorosos". Hoje, João Van Zeller admite que a cidade está muito diferente. Mas, alerta, que "é impossível comparar a sociedade daquela altura com a de hoje, porque cada época é uma época". E o autor do livro assegura, também, que vive o dia-a-dia sem nostalgia.

"Não vivo encostado ao passado. Vivo encostado ao presente", partilha, sorridente, João Van Zeller, confessando que é, em parte, graças ao legado do Porto que ao longo da vida conseguiu atingir os seus objetivos."Aos 16 anos, decidi ir passar três meses na Alemanha. Estive um mês como voluntário num campo de refugiados órfãos da guerra e dois meses a trabalhar numa drogaria. Foi uma experiência fundamental, que devo à herança que o Porto me deixou", recorda.

Agora, a Invicta "está rejuvenescida e mais alegre". Mas há coisas que permanecem iguais: "O Porto é uma cidade muito intensa e continua a ter a força das pessoas e do empreendedorismo e a força das pessoas", descreve o autor, que se apresenta aos leitores como "Johny Boy", a alcunha que foi carinhosamente usada por um amigo quando, em 1970, se cruzou com ele no Rio de Janeiro, Brasil.

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