Covid-19

Hospital de campanha do Porto tratou 27 doentes

Hospital de campanha do Porto tratou 27 doentes

No Super Bock Arena/Pavilhão Rosa Mota, foram servidas 5 mil refeições e dali saíram 1050 contentores de resíduos.

O Hospital de Campanha do Porto já tratou 27 doentes com covid-19 e, desse grupo, nove já tiveram alta médica. No domingo, e ao fim de 25 dias, a primeira doente a dar entrada no Pavilhão Rosa Mota para tratamento foi uma refugiada iraniana, residente no Porto, que tinha sido mãe há pouco tempo e se encontrava infetada. Saiu curada, depois de dois testes negativos.

Este balanço é feito pela Câmara do Porto que, em comunicado, acrescenta que pelo hospital já passaram doentes com idade entre os 36 e 92 anos, de ambos os sexos, sendo a média de 68 anos. A maior parte dos doentes que tiveram alta foi para casa e um foi para a Pousada da Juventude, onde a autarquia montou um centro de acolhimento para quem estiver com teste negativo mas não tiver retaguarda pelo seu lar ter sido atingido pela doença. A média de internamento é de 14 dias, mas as doentes que mais tempo passaram no hospital de campanha estiveram lá 25 dias, tendo ambas recebido alta ontem.

Desde que entrou em funcionamento, já foram consumidas neste hospital de campanha cinco mil refeições e 22 mil garrafas de água. Foram tratados 1050 contentores de resíduos, sendo oito toneladas de resíduos gerais e 2,4 toneladas de resíduos hospitalares enviados para tratamento. Foram enviadas para lavagem quase quatro mil fardas e mais de 3,8 toneladas de roupa hospitalar. A estes números juntam-se outros produzidos na Pousada da Juventude que a Câmara do Porto tem preparada para receber idosos sem retaguarda familiar ou cujo lar deixe de funcionar por causa da covid-19 e estejam com teste negativo. Até agora, 28 pessoas foram para lá encaminhadas na sequência do programa de rastreio aos lares promovido pela Câmara e 5 mil refeições já foram consumidas.

O Hospital de Campanha do Porto está montado no espaço cedido pelo concessionário do pavilhão e a montagem e logística ficou a cargo da Câmara do Porto, que suporta a maior parte dos custos e contou com a solidariedade de particulares e empresas e com uma campanha solidária lançada pela RTP. Os dois centros hospitalares do Porto trataram do material médico e a Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos faz a gestão hospitalar. Todos os profissionais, desde médicos a enfermeiros e auxiliares são voluntários.

Este hospital de retaguarda permitiu aliviar os hospitais de São João e Santo António de uma forte pressão de internamento criada pela pandemia, estando a receber doentes desde 14 de abril.

Também no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus foi lançado pela autarquia o primeiro programa sistemático de rastreio aos lares que começou ainda em março e testou mais de 5 mil pessoas. Apenas 1,4% dos idosos estavam infetados e 28, com teste negativo, foram transferidos para a Pousada da Juventude onde estão agora a cargo da Câmara. De acordo com a mesma nota da autarquia, "o Hospital de Campanha foi fundamental para permitir a separação de positivos e negativos que pode ter evitado uma catástrofe".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG