Manifestação

Alunos de Ciências da Comunicação do Porto na rua contra mudança de instalações

Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Foto Carolina Branco/global Imagens

Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto

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Mais de uma centena de alunos e ex-alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto manifestaram-se esta quarta-feira contra a mudança de instalações prevista para o próximo ano letivo, temendo que a alteração prejudique a qualidade do curso.

"Isto não é um capricho, CC [Ciências da Comunicação] não vai para o lixo" ou "Não são medos infundados, são estudantes preocupados" e "Deixem-se de tretas, CC não vai para letras" - foram algumas das frases mais ouvidas num protesto que começou propositadamente silencioso na praça Coronel Pacheco, onde o curso é ministrado atualmente, tendo terminado em frente à reitoria da UP com um cordão humano e palavras de ordem.

Em causa está a decisão de mudar a licenciatura e o mestrado em Ciências da Comunicação das instalações atuais no centro da cidade do Porto, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), no Campo Alegre, mantendo apenas estúdios e meios audiovisuais na localização atual.

Antes do protesto, o reitor Sebastião Feyo de Azevedo recebeu um grupo ligado à organização da manifestação que entregou em mão uma carta assinada por 310 antigos alunos e um documento emitido pela Comissão de Acompanhamento da Licenciatura Ciências da Comunicação (LCC) que representa os atuais alunos.

Em declarações à agência Lusa, Beatriz Teixeira, que frequenta o segundo ano da licenciatura e participou na reunião, disse não ter sentido recetividade face às questões levantadas, nem abertura para a possibilidade desta decisão poder ser revertida, contando que lhes foi transmitido que em causa está "dar maior aproveitamento" ao MIL [Media Innovation Labs], equipamento localizado no edifício que atualmente acolhe Ciências da Comunicação.

"Começou a reunião a dizer que este era um 'não assunto'. Não explicou o porquê da mudança mas disse que não era uma questão económica. Quis ouvir as nossas preocupações mas, não querendo dizer que foram desacreditadas, também não lhes foi dada resposta concreta", descreveu a estudante.

Já fonte da reitoria da UP apontou à Lusa que Sebastião Feyo de Azevedo prometeu enviar aos diretores das quatro faculdades fundadoras de Ciências da Comunicação - Letras, Engenharia, Belas Artes e Economia - uma recomendação com vista a que "todas as sugestões e preocupações dos alunos e professores sejam ouvidas e acauteladas" e que o reitor "deu a garantia de que a qualidade do curso não será prejudicada".

Já num documento a que a Lusa teve acesso, assinado pelos quatro diretores das faculdades, bem como pelo reitor da UP e que foi distribuído internamente por professores e alunos, lê-se que a mudança de instalações justifica-se "no contexto de clarificação das relações entre tais cursos [licenciatura e mestrado] e o MIL" e pela "importância de enquadrar organicamente os cursos numa faculdade, neste caso a FLUP, por ser a sede administrativa".

No texto é descrito que o MIL é um centro de competências da UP "cuja missão é externa aos cursos de Ciências da Comunicação e deve assumir um programa de atividades específico".

Mas estas explicações não convencem alunos e professores. Com um cartaz, no qual se lia "Não pago propinas para ser maratonista", Rui Martins, estudante do primeiro ano da licenciatura, disse temer que as distâncias entre os polos - Coronel Pacheco e Campo Alegre - possa "desmotivar" os alunos que, contou, "atualmente frequentam muitas atividades extracurriculares e têm acesso próximo ao JornalismoPortoNet (JPN)", portal ?online' criado pelo curso.

Já Maria João, estudante do segundo ano que segurava um cartaz com a frase "Aulas na Baixa e no Campo Alegre? Só Deus é omnipresente!", referiu que a "mudança é muito significativa", lamentando que os responsáveis pela decisão "não conheçam as rotinas criadas pelos alunos e a importância dada à componente prática": "Só agora estão a fazer horários, isso mostra que não conhecem a nossa realidade", disse.

A perspetiva sobre as rotinas criadas pelos estudantes de Ciências de Comunicação também foi abordada pela diretora de mestrado, Helena Lima, que sublinhou a "grande componente multimédia dos cursos" e contou ter ficado "surpreendida" com uma decisão que adjetivou de "intempestiva".

"Não fomos minimamente informados dos preparativos desta mudança. Pediram-nos para identificarmos aquilo que seria necessário para as aulas (...). Este curso não é um curso de jornalista de papel e caneta como era nos anos 70, os requisitos são muito diferentes. De uma maneira geral toda a componente de avaliação dos estudantes tem componente prática. O que nos preocupa é a divisão entre os dois polos possa ser pouco eficaz do ponto de vista logístico para os estudantes", disse a professora.