Porto

Assembleia Municipal unânime na criação de "salas de chuto" no Porto

Assembleia Municipal unânime na criação de "salas de chuto" no Porto

A Assembleia Municipal do Porto mostrou-se, esta noite, unânime quanto à criação de salas de consumo assistido. Partidos admitem que Governo deveria ser o primeiro a avançar com soluções para os consumos de drogas ou o álcool.

Todos os partidos representados concordaram que esta medida é de máxima importância e que poderá ser o caminho certo para resolver o problema do consumo de drogas a céu aberto no Porto bem como para a diminuir o número de mortes por overdose e de transmissão de doenças como o VIH/SIDA.

Do lado do Movimento Rui Moreira, André Noronha sublinhou que há responsabilidades que pertencem ao Estado e que, por isso, o Ministério da Saúde tem de ser convocado para esta "luta".

"Este é um problema de saúde pública e as Organizações Não Governamentais já não têm capacidade para dar resposta. Esta iniciativa [do Município] não é a solução de todos os problemas", disse o deputado.

Para o deputado Gustavo Pimenta, do Partido Socialista, apesar do trabalho que a Câmara Municipal tem feito nesta matéria, a recomendação dos socialistas "tem em conta que o Ministério da Saúde não tem tido capacidade para dar resposta" a esta questão. Ainda assim, as Câmaras devem liderar e promover este processo para que este possa avançar, acrescentou.

Apesar da sintonia neste tema, os partidos mostraram discordância no que diz respeito ao número de unidades, à tipologia (se devem ser fixas, móveis ou ambas) e à localização das salas de chuto.

Do lado do PSD, a tipologia e localização das unidades de consumo de drogas assistido deve ser proposto por técnicos, com base nos estudos já realizados. Da assembleia deve sair uma posição política, reiteram os sociais-democratas.

Já a CDU considera que as propostas específicas podem ser feitas em sede de Assembleia já que seriam apresentadas com base nos estudos já realizados. Susana Constante, do Bloco de Esquerda, lembrou que uma posição técnica é também uma posição política porque "deriva do estudo" já realizado.