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Avião forçado a aterrar em Vigo deixa portugueses sem voo alternativo

Avião forçado a aterrar em Vigo deixa portugueses sem voo alternativo

Com apenas uma semana de férias para estar com a filha mais velha, Iolanda e João Soares, emigrados em França, só esta sexta-feira fizeram uma pausa no trabalho. Contavam viajar até ao Funchal, na Madeira, com o filho de quatro anos, quando, já no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, onde estava prevista uma breve paragem para receber mais passageiros, após várias horas de espera, souberam que o voo, da Transavia, tinha sido cancelado.

O percalço fez com que mais de cem pessoas vissem as suas férias encurtadas ou até mesmo canceladas. "Fomos abandonados aqui sem qualquer informação da companhia. A única coisa que nos disseram é que poderemos ter um voo para o Funchal na próxima sexta-feira. Alguns de nós só têm esta semana de férias", disse, revoltada, Cecilia La Roux, que vive na Madeira com o marido.

A viagem, pela companhia aérea Transavia, teve início em Nantes, França. Seguiram a bordo do avião até ao Sá Carneiro onde, de acordo com fonte da companhia, as condições atmosféricas obrigaram ao desvio para Vigo, em Espanha.

Lá, foi dito aos passageiros para desembarcarem e seguirem viagem para Portugal de autocarro. Duas horas depois, estavam na Maia. Mas sem ligação para a Madeira, nem informações.

"Nós nem sequer temos um sítio onde passar a noite. As pessoas estão completamente perdidas sem saber o que fazer", contou Jean-Paul La Roux, marido de Cecília.

Bilhetes caros

Iolanda e João Soares tentaram encontrar um voo para o Funchal o mais rápido possível. "Os bilhetes custam três mil euros: para nós e para o miúdo. Como é que íamos conseguir pagar isso se nem nos dão a certeza que vamos ser reembolsados?", indignou-se Iolanda.

Ao JN, fonte da companhia garantiu o reembolso total do valor do bilhete de avião, mediante solicitação do passageiro.

Cecilia La Roux conta que, em conversa telefónica com a companhia lhe foi dito que poderia ficar no Porto até segunda - altura em que poderia haver um novo voo - e que lhe cobririam os custos... "ou não".

Alguns passageiros regressaram a Nantes. Outros conseguiram voos alternativos através da TAP. Um casal pagou 740 euros.