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Defendida criação de segunda universidade pública no Porto

Defendida criação de segunda universidade pública no Porto

Estudo alerta para carência de oferta pública na Invicta. Corte de vagas de 5% beneficiou instituições do litoral, com interior a perder alunos.

O corte de 5% nas vagas das instituições de Ensino Superior públicas do Porto e de Lisboa, imposta pelo Governo no último ano letivo, não só não beneficiou o interior do país, como pôs a nu outra fragilidade do sistema. A oferta de ensino público no Porto está subdimensionada. Que é como quem diz, em vez de cortar, a tutela deveria ter aumentado o número de vagas na Invicta.

Isso mesmo conclui o estudo feito pelo EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo, que conta com a colaboração dos maiores peritos nacionais em Educação do país. No documento, a que o JN teve acesso, os investigadores são perentórios: "Se tivermos como referência o número total de inscritos (em todas as vias de acesso), [o ensino privado em] Lisboa representa 29,9% e no Porto chega aos 43,2%, o que reflete uma clara carência de oferta de ensino público na região do Porto". Sendo que, note-se, 90,7% dos alunos do ensino privado estão nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.