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Despejos e falta de sócios ameaçam coletividades do Porto

Despejos e falta de sócios ameaçam coletividades do Porto

A especulação imobiliária e as altas rendas praticadas na Baixa e Centro Histórico do Porto está a causar danos no movimento associativo da cidade. Os sócios foram desaparecendo.

Uns morreram, outros foram despejados das casas onde viviam. A falta do pagamento de quotas e de apoios financeiros levam, aliadas à dificuldade em se adaptarem aos tempos modernos, a que muitas das coletividades históricas estejam a passar por dificuldades e em vias de desaparecer. "A maior parte quando fecha é definitivamente", diz Henrique Ornelas, presidente da Associação das Coletividades do Concelho do Porto.

É na zona histórica que a situação começa a tornar-se mais preocupante. Os moradores vão escasseando e muitas das associações que ali se encontram instaladas à décadas deixam de ter atividade. Primeiro foram os jovens que foram desaparecendo, colocando fim às atividades desportivas e os mais velhos, que frequentavam os espaços para ali conversarem, jogarem às cartas ou verem televisão, são cada vez menos.