Porto

Edifício dos CTT na Baixa do Porto à beira de virar hotel

Edifício dos CTT na Baixa do Porto à beira de virar hotel

Atuais proprietários admitem venda integral do imóvel para onde planearam um hotel, apartamentos e lojas.

No final deste mês, os proprietários do Palácio dos Correios, localizado ao cimo da Avenida dos Aliados, no Porto, vão anunciar o destino a dar ao imóvel. Tendo em conta que há várias propostas de investidores em cima da mesa, ainda não é certo que vá para a frente o projeto que contempla no mesmo local um hotel, apartamentos e lojas. Uma das possibilidades é a venda total do edifício, que, a acontecer, pode alterar o objetivo do negócio.

No final deste mês, os proprietários do Palácio dos Correios, localizado ao cimo da Avenida dos Aliados, no Porto, vão anunciar o destino a dar ao imóvel. Tendo em conta que há várias propostas de investidores em cima da mesa, ainda não é certo que vá para a frente o projeto que contempla no mesmo local um hotel, apartamentos e lojas. Uma das possibilidades é a venda total do edifício, que, a acontecer, pode alterar o objetivo do negócio.

O prédio pertence, em partes iguais, à Habitat Invest e ao Grupo Ferreira. Segundo Ernesto Portugal, diretor comercial da Habitat Invest, não faltam investidores para explorar as várias atividades possíveis para aquele quarteirão. "Nós temos concorrentes para tudo", refere ao JN, sublinhando que só foi abandonada a ideia de transformar o Palácio dos Correios num edifício de escritórios.

"Temos muitas propostas de hoteleiros, quer nacionais, quer internacionais. Estamos a analisar", sublinha o responsável. Tais propostas vão da simples exploração do negócio à compra da área do prédio em que está previsto fazer-se o hotel.

Outra das hipóteses "é a venda integral do edifício a um grupo", acrescentou. Questionado sobre se esse grupo seria também da área da hotelaria, Ernesto Portugal remeteu a resposta para o final do corrente mês, início do próximo. Só nessa altura se saberá se o emblemático edifício que Carlos Ramos projetou em 1952 fica nas mãos dos atuais proprietários.

Caso fique, as duas promotoras imobiliárias levarão em diante o plano de 55 milhões de euros que, em outubro, o JN já havia noticiado e que, além do referido hotel com 104 quartos, contempla 70 apartamentos e seis lojas. "À partida não vamos mudar", disse, em relação a possíveis alterações ao projeto do arquiteto Ginestal Machado. Ainda assim, existe uma segunda versão, que eleva para 194 o número de quartos.

CTT mantêm-se

Com arranque previsto para 2018, a remodelação deverá demorar dois anos. Ainda segundo Ernesto Portugal, os CTT continuarão a ser inquilinos do Palácio dos Correios e, inclusivamente, prevê-se que os serviços se mantenham em funcionamento enquanto a obra decorre. "Os CTT vão apostar numa nova loja. Vai ser grande e de grande modernidade", sublinhou, acrescentando que deverá ser "a segunda melhor do país".

Este edifício, que era um dos três apontados para albergar a Agência Europeia do Medicamento, representa a segunda parceria entre a Habitat Invest e o Grupo Ferreira na cidade do Porto. A primeira é a recuperação e reconversão do antigo edifício da Faculdade de Farmácia, situado junto à igreja românica de Cedofeita, num complexo habitacional com 45 apartamentos, praticamente todos duplex.

A Baixa portuense promete continuar a ser um maná para a indústria hoteleira. Só entre a Avenida dos Aliados e a Rua de Sá da Bandeira, há vários empreendimentos já instalados e outros em curso. Em agosto abriu o Eurostars, entre o Bonjardim e Sampaio Bruno, e mesmo em frente irá surgir outro hotel, igualmente de quatro estrelas. Sá da Bandeira, que já tinha o Hotel Teatro, terá uma unidade hoteleira onde era o mítico café A Brasileira. Nos Aliados irá haver mais dois grandes hotéis: o Monumental Palace e um outro mesmo ao lado, no antigo edifício AXA. Bem perto, em Carlos Alberto, está prevista a reconversão do antigo hospital da Ordem do Carmo (foto) em hotel de luxo.

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