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Funicular dos Guindais usado por 3,7 milhões de pessoas

Funicular dos Guindais usado por 3,7 milhões de pessoas

O Funicular dos Guindais, que liga a Ribeira do Porto à praça da Batalha desde fevereiro de 2004, já transportou cerca de 3,7 milhões de pessoas.

Só de janeiro deste até ao momento utilizaram o elevador cerca de 391 mil clientes, sendo que, em 2012, registou-se um total de 472426 utilizações, disse à agência Lusa fonte da Metro do Porto, empresa com a concessão do Funicular dos Guindais desde julho de 2003.

Construído em 1891, o funicular operou apenas durante dois anos, ao longo de 281 metros, dos quais 90 em percurso subterrâneo, tendo estado desativado durante mais de um século na sequência de um acidente que causou dezenas de feridos.

Este elevador de tração elétrica e comando automático, que liga a cota alta à cota baixa da cidade, foi totalmente recuperado no âmbito da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura. Contudo, apenas foi inaugurado em fevereiro de 2004.

As duas cabinas panorâmicas têm uma lotação máxima de 25 pessoas cada e fazem a ligação entre as duas cotas/estações em pouco mais de dois minutos, numa via única com cruzamento central.

O Funicular é hoje uma das atrações turísticas da cidade, oferecendo, a descer ou a subir a inclinada rampa, uma panorâmica sobre o rio Douro, a ponte Luiz I e o mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia.

A conceção e instalação do Funicular dos Guindais foi adjudicada pela Porto 2001 em janeiro desse ano à Construtora do Tâmega por 4,79 milhões de euros (958 mil contos à época), depois de inicialmente a sociedade promotora da Capital Europeia da Cultura ter estimado o custo em três milhões de euros (600 mil contos).

A reinstalação do elevador no mesmo local onde existiu um entre 1891 e 1893 foi pensada no início deste século XXI em articulação com o projeto de regresso dos carros elétricos à baixa do Porto, entretanto suspenso.

Em julho do ano passado, a Metro do Porto lançou o novo título "Funi", de utilização exclusiva no Funicular dos Guindais e vocacionado para o setor do turismo, que tem agora um custo unitário de dois euros.

Em 2012, de acordo com o relatório e contas da empresa Metro do Porto, desde o lançamento do "Funi", 52,9% das validações foram efetuadas com o novo título.

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