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Estações vazias e autocarros cheios em dia de greve no metro do Porto

Estações vazias e autocarros cheios em dia de greve no metro do Porto

A greve dos condutores das composições da Metro do Porto deixou deserta uma das principais estações da linha de Gondomar, ao mesmo tempo que o trânsito rodoviário em seu redor aumentou.

Na estação da Levada, em Rio Tinto, a última da linha de Gondomar antes das composições entrarem no Porto e que é diariamente muito requisitada, apenas o aviso da Metro do Porto de que havia greve dava sinal de que algo estava a acontecer.

Com informação de que por motivo de greve a linha se encontrava encerrada, também o parque de estacionamento anexo para automóveis se encontrava vazio.

O mesmo cenário em Vila Nova de Gaia, com estações desertas, mais táxis a circular e autocarros cheios.

Filipa Barbosa e Carolina Fraga, alunas de Desporto na Universidade do Porto, moram em Gaia e diariamente fazem o percurso de metro, através da Linha Amarela, até à faculdade que fica no polo da Asprela, junto ao Hospital de São João. Mas esta segunda-feira vão apanhar táxi e no regresso a mãe de uma das jovens apanha-as depois do trabalho, contam.

"Já sabia da greve e decidi ir de táxi. É um transtorno porque temos passe e com táxi temos de gastar dinheiro", disse Filipa Barbosa à agência Lusa cerca das 07.30 horas. Ao lado, Carolina vai fazendo contas à vida. Estima que a corrida de táxi custe ente sete e nove euros.

"Felizmente podemos partilhar os custos e logo temos quem nos vá buscar porque é sempre algo que não contamos e nos sai do orçamento habitual", disse junto à parada de táxi do El Corte Inglês, em Vila Nova de Gaia.

Na mesma paragem está José Luís Oliveira, motorista de táxi há 30 anos. Já veio do Porto e tenciona voltar com mais clientes, nota a cidade "muito vazia no que toca a estações, mas com mais carros a circular nas ruas", descreveu.

"Metro sem serviço por motivo de greve. Estação encerrada. Sem serviço comercial" - é o aviso que corre nos ecrãs das estações de metro do Porto.

Em causa uma paralisação inédita pois em 16 anos de existência, esta é a primeira vez que a operação da Metro do Porto para devido a uma greve.

Em causa estão as reivindicações dos agentes de condução que reclamam a redução da carga laboral, alteração na categoria profissional e mais contratações.

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