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Mais de 44 mil passaram pelos museus municipais

Mais de 44 mil passaram pelos museus municipais

O Museu Romântico da Quinta da Macieirinha é o espaço museológico municipal mais visitado do Porto. Em 2008, a Câmara registou 44577 visitantes em sete equipamentos da cidade. Só a quinta atraiu mais de um terço.

Desde 2006 que se regista um aumento no número de visitantes dos museus municipais e as estimativas da Autarquia para este ano mantêm essa tendência. A expectativa é de uma ligeira subida com mais 2786 entradas. A média no ano passado foi de 122 visitantes por dia. No entanto, os números revelam uma distribuição nada equitativa. A maioria dos espaços continua a despertar pouco interesse, como a Casa Tait (582 pessoas) e o Gabinete de Numismática (1131), com uma média de três visitantes diários, apesar da entrada ser gratuita.

Dos sete museus municipais com ingresso contabilizado, só dois recolhem mais de metade (69%) das preferências. As entradas na Casa do Infante não surgem na lista, fornecida pela Câmara do Porto por solicitação do JN, e a Casa-Oficina António Carneiro reabriu no mês passado após 12 anos encerrada. O topo da listagem é ocupado pelo Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, contíguo aos jardins do Palácio de Cristal, tendo recebido quase 17 mil visitantes no ano transacto. Segue-se o Museu do Vinho do Porto, instalado há cinco anos num edifício setecentista na frente fluvial de Massarelos, com cerca de 14 mil visitas em 2008.

Tal como sucede em grande parte dos espaços municipais, a entrada nos dois museus custa dois euros, embora seja gratuita aos sábados e aos domingos. Por norma, o encerramento ocorre às segundas e aos feriados. A Casa Museu Guerra Junqueiro, situada na freguesia da Sé, foi o terceiro espaço mais visitado, contabilizando 6552 entradas. O fundo da lista é ocupado pela Casa Tait.

A tendência de subida no número de visitantes é quebrada apenas pela Casa Museu Marta Ortigão Sampaio, na Rua de Nossa Senhora de Fátima. O espaço que mostra o espólio da sobrinha-neta do escritor Ramalho Ortigão (pintura, mobiliário e joalharia) perdeu 1200 visitantes no último ano em relação a 2007.

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