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Portuense é o melhor aluno de medicina em Londres

Portuense é o melhor aluno de medicina em Londres

Miguel Campos, 23 anos, teve a média mais alta de Portugal em 2013, mas foi para Londres estudar Medicina. Segue-se a Cirurgia Plástica.

Tem 23 anos. É do Porto. Mas corre-lhe o Mundo. Humilde e grato. Corre-lhe a Medicina. Em 2013 foi o aluno a entrar no Superior com a média mais alta. Mas não foi notícia. Porque rumou a uma das melhores universidades do Mundo. Mais concretamente a 31ª: King"s College London. Chama-se Miguel Sequeira Campos e acaba de ser distinguido com a medalha de ouro pela conceituada Faculdade de Ciências e Medicina de King"s College. Entre mais de 480 colegas de curso, foi eleito o melhor aluno.

Em conversa telefónica com o JN, mostra-se surpreendido. Por se saber. Por ser notícia. Ele que transmite uma adulta timidez. Não concorda com a ideia de Medicina ser curso para intelectuais, para a "crème de la crème". "É um curso relativamente fácil, é muito trabalhoso. Não concordo que seja para inteligentes, mas para qualquer pessoa esforçada".

Com percurso escolar feito na Oporto British School, aos 15, 16 anos quis conhecer a realidade médica. "Fiz um estágio de observação no Hospital de São João. Falei com alguns médicos. Uns acharam estranho. Mas houve um médico simpático e andei uma semana com ele". Da experiência, ganhou um enorme respeito pelos cuidados paliativos: "São pessoas impressionantes e extraordinárias".

A medalha que agora recebeu reconhece o trabalho de seis anos: teve a melhor média de curso em todos os exames teóricos e práticos. Esperam-lhe mais uns dez anos pela frente até chegar à meta: cirurgião plástico. Pelo caminho tem semeado um curriculum impressionante, ele que entrou no King"s College com 17 anos.

A saber: uma fellowship em Cirurgia Plástica na Universidade de Harvard, outra na mesma área na Universidade de Singapura e ainda um estágio em Oxford.

Por muito que seja um "apaixonado por Portugal" e pela sua "qualidade de vida ímpar", sabe que regressar, "num futuro próximo", seria "dar um passo atrás". Sendo que todos os passos que deu até agora não seriam possíveis sem o apoio dos pais. Que não são médicos. O pai é advogado e a mãe farmacêutica. "Os meus pais foram absolutamente indispensáveis, porque nunca tive que pensar em dinheiro". Sem isso, sabe, não chegava ao ouro.