Polémica

Troca de acusações na União de Freguesias do Centro Histórico do Porto

Troca de acusações na União de Freguesias do Centro Histórico do Porto

António Fonseca, presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, acusou nesta sexta-feira o BE de usar a Junta como "arma de arremesso" em "guerrilhas com Rui Moreira", presidente da Câmara do Porto.

O autarca afirmou, em conferência de Imprensa, que "a assembleia de freguesia nunca esteve demissionária". Em causa estão as críticas dos bloquistas ao "caos político" na Junta, atribuindo parte da responsabilidade ao autarca do Porto, Rui Moreira, por cujas listas António Fonseca foi eleito.

Em comunicado, o BE tinha criticado o facto de haver dois elementos demissionários no Executivo da Junta que ainda não foram substituídos: a vogal Maria de Deus Carvalho, a quem foram retirados os pelouros da Educação, Coesão Social e Cultura, e Isabel Menéres, presidente da Concelhia do CDS/Porto.

António Fonseca nega as acusações. Em relação a Isabel Menéres, António Fonseca justifica a sua saída devido a "indisponibilidades profissionais", sublinhando que será substituída "brevemente". No que toca a Maria de Deus Carvalho, o autarca explicou que os pelouros foram retirados em abril do ano passado.

"Em 2018, na creche da Vitória, houve um período em que tivemos muitos funcionários de baixa. Foi-me comunicado e eu pedi à Maria de Deus para procurar recursos humanos. No dia seguinte à nossa conversa, recebi um email a recomendar o encerramento da creche, explicou António Fonseca, afirmando que a autarca "não teve capacidade para gerir" o assunto.

De acordo com António Fonseca, a Junta apresentou uma queixa no DIAP contra Maria de Deus Carvalho por não ter entregue o computador e o telemóvel após ter sido destituída. A queixa foi arquivada e os bens devolvidos. Agora, o autarca convida Maria de Deus Carvalho a "renunciar ao mandato".