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Venda de hospital e turismo salvam Ordem do Carmo

Venda de hospital e turismo salvam Ordem do Carmo

Falar da Ordem Terceira do Carmo, localizada na Praça de Carlos Alberto, no Porto, traz logo à lembrança o antigo hospital com o mesmo nome. A Ordem existe desde 1736. O hospital começou a funcionar em 1801 e fechou em 2012. "Chegou a ser o maior da cidade", lembra o atual provedor, Rui de Oliveira Barbosa, que, mediante a venda daqueles terrenos, conseguiu equilibrar as contas e salvar a instituição.

"Entre a receita e a despesa, havia um défice mensal de 100 mil euros", adianta, para elucidar a dificuldade em reabilitar as finanças e manter o restante património, nomeadamente a residência para os seniores, em Carlos Alberto, no edificado junto à igreja, com capacidade para 65 pessoas e onde vivem 25 residentes vitalícios, a maioria na faixa etária dos 90 e dos 100 anos.

As dívidas eram múltiplas e avultadas. Foi necessário liquidar as verbas em atraso à Banca, ao Fisco e à Segurança Social, entre outros credores, que ascendiam a milhões de euros. A venda de terrenos ao Grupo Quintas foi o balão de oxigénio. No lugar do antigo hospital surgirá um hotel de cinco estrelas, cujas obras ainda não começaram.