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Investidor oculto impede negociações na Cervejaria Galiza

Investidor oculto impede negociações na Cervejaria Galiza

Grupo de trabalhadores, que está a gerir o espaço há três meses para impedir que se percam os postos de trabalho, lamenta "impasse criado nas negociações" para salvar o restaurante.

Três meses após a tentativa de fecho à revelia dos funcionários, a Cervejaria Galiza, na Rua do Campo Alegre, no Porto, continua à espera de solução. Apesar de haver interessados no espaço, trabalhadores e sindicato acusam um investidor oculto de "criar impasse nas negociações", prejudicando o futuro da Galiza.

Os ordenados e os subsídios foram regularizados e as dívidas aos fornecedores praticamente pagas. Tudo porque um grupo de 31 trabalhadores decidiu lutar para não perder os postos de trabalho. Há três meses que gerem sozinhos a Galiza e conseguiram recuperar o espaço que estava à beira da falência.

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"A luta está a ser levada com algum sacrifício", explica António Ferreira, um dos três membros da comissão de gestão do estabelecimento. "Mas o saldo tem sido muito positivo. Temos tido tudo em dia e mesmo dívidas de milhares de euros estão praticamente pagas", lembra um dos trabalhadores mais antigos da casa.

Contudo, admite que é "desanimador" saber que um investidor oculto está a tentar "impugnar as negociações". "Tivemos a informação de que o empresário que tentou afundar o barco e que pôs aqui o gestor, está a condicionar as negociações com outros interessados, explicou António Ferreira.

Por sua vez, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte revelou que "o investidor oculto que esteve por trás do encerramento forçado dia 11 de novembro volta a impor presença e a perturbar as negociações em curso com outros pretendentes".

Reunião agendada

​​​​​​A unidade sindical foi mesmo mais longe e afirmou que "a ausência da gerência do estabelecimento na reunião do Ministério do Trabalho no passado dia 7" poderá estar relacionada com o contacto deste investidor oculto e "não com o motivo alegado".

A esperança está agora num dos três possíveis investidores. "Sabemos que tem muito interesse em ficar com a Galiza e até já conversou com os trabalhadores para garantir que mantínhamos os postos de trabalhos", adiantou António Ferreira. Sem revelar nomes, disse apenas que é da área da restauração e que tem vários espaços no Porto. "Muitos deles estiveram falidos e foram recuperados."

A próxima reunião com a gerência no Ministério do Trabalho está agendada para dias 18 ou 21 de fevereiro.

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