Porto

Jerónimo de Sousa diz que Governo pode contribuir para resolver conflito na Cervejaria Galiza

Jerónimo de Sousa diz que Governo pode contribuir para resolver conflito na Cervejaria Galiza

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse esta terça-feira que o Governo pode dar uma "contribuição positiva para a resolução do conflito" na Cervejaria Galiza, no Porto, que está em risco de fechar.

"Estamos nesta fase intermédia de definição do caminho e, neste sentido, tendo em conta esta situação, o Governo pode dar aqui uma contribuição positiva, na exata medida em que haja disponibilidade por parte dos detentores da [Cervejaria] Galiza e isso possa corresponder a uma saída onde todos saiam bem", afirmou Jerónimo de Sousa, que jantou esta noite no estabelecimento.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PCP, que se mostrou "solidário" para com os funcionários da cervejaria, declarou que, apesar das "dificuldades naturais do processo", a "firmeza" e defesa dos trabalhadores pelos seus direitos é "uma primeira vitória".

"Creio que já há uma primeira vitória. Foi, de facto, a firmeza e a razão que lhes assiste para defenderem os seus postos de trabalho e manterem esta bela casa aberta", salientou Jerónimo de Sousa, considerando existirem "condições bastantes para ultrapassar o conflito e resolver o problema".

"São 30 postos de trabalho que estão aqui em causa, de muitos que para a sua vida precisam de continuar aqui a trabalhar, não pedem mais do que isso. Querem continuar a trabalhar e ter o seu direito ao trabalho e, por isso mesmo é que, tendo em conta esta marca que é parte intrínseca desta cidade do Porto, [desejo que] possa continuar de portas abertas com uma situação social e laboral resolvida", salientou.

A Cervejaria Galiza está, desde há quatro anos, em dificuldades, com dívidas aos funcionários, ao fisco e à Segurança Social.

A tentativa de resolver o problema passou pelo recurso a um Processo Especial de Revitalização (PER), aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor.

Os 31 trabalhadores mantêm-se, desde o dia 11 de novembro, de dia e noite, de forma alternada nas instalações, depois de se terem apercebido, nesse dia, da tentativa da retirada do equipamento pela proprietária da cervejaria.