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Jogos do Eixo Atlântico trazem 1800 atletas ao Porto, Gaia e Matosinhos

Jogos do Eixo Atlântico trazem 1800 atletas ao Porto, Gaia e Matosinhos

A 11ª edição dos jogos do Eixo Atlântico trazem 1800 atletas com menos de 16 anos às cidades do Porto, de Gaia e de Matosinhos nos próximos dias 5 e 10 de julho. Qualquer pessoa pode assistir às provas. O acesso é gratuito.

A competição regressa a Portugal com uma participação recorde: 1800 atletas sub 16 de 28 cidades do Norte lusitano e da Galiza. Desta vez, a novidade é ter três cidades organizadoras, partilhando os equipamentos desportivos e o esforço financeiro. As câmaras do Porto, de Matosinhos e de Gaia terão de desembolsar 40 mil euros cada uma.

"Para uma única cidade, a organização dos jogos sempre foi um enorme sacrifício. Este ano, por força de uma união muito inteligente que tem sido construída que é a Frente Atlântica, será feita por três cidades. A cerimónia de abertura terá lugar na zona mais nobre do Porto, em frente ao edifício da Câmara Municipal" na tarde do dia 5 de julho (a partir das 16.30 horas), explica José Guilherme Aguiar, vereador do Desporto do Município de Gaia e presidente da comissão delegada do Eixo Atlântico. A festa segue pelas 18 horas para o Largo da Estação de S. Bento.

As provas terão lugar nos três concelhos. O Porto acolherá o Ténis (que se estreia no jogos do Eixo Atlântico) no Complexo Desportivo do Monte Aventino e o Atletismo Cross no Parque da Cidade. Em Gaia, realizar-se-ão as modalidades de Futebol 7 nos estádios do Parque da Lavandeira e do Valadares FC e de Andebol no Pavilhão Municipal de Gaia. Matosinhos albergará a maior fatia das provas. O Atletismo em pista e adaptado correrá na pista de atletismo de Leça da Palmeira. As competições de Natação e Natação Adaptada terão lugar na piscina da Senhora da Hora. O Voleibol feminino jogar-se-á na Nave Ilídio Ramos. O Basquetebol feminino irá para o Pavilhão Municipal de Leça da Palmeira, enquanto o masculino decorrerá no Pavilhão Municipal de Guifões.

Esta partilha do sacrifício financeiro e, sobretudo, de equipamentos demonstra, na opinião de Rui Moreira, a existência de complementaridade entre as cidades. "Existe uma complementaridade de equipamentos e não tentaremos replicar equipamentos por cobiça. Assim, servimos melhor as populações, poupamos dinheiro e criamos mais massa crítica", entende o presidente da Câmara do Porto, dando o exemplo das marinas. Com duas marinas em Gaia e em Matosinhos, não há necessidade de construir um equipamento semelhante na Invicta.

O autarca sonha com um Eixo Atlântico mais forte, com maior massa crítica e envolvimento político. "Sonho com um futuro em que a nossa Euro-região possa concorrer diretamente aos fundos europeus sem passar pelo Estado Central. Seria melhor para as nossas cidades e para os dois países".

Também o secretário geral do Eixo Atlântico, Xuan Mao, sublinha que os jogos são o programa de cooperação mais antigo e estável da Europa unida, revelando que o investimento em Cultura, em Desporto e na Juventude não é despesa. O dirigente exortou os Governos de Lisboa e de Madrid a colaborarem com os municípios com respeito pelos "resultados nas urnas" e sem impor políticas como hoje acontece, nomeadamente no que toca a políticas económicas e à distribuição de fundos europeus.

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