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Lançado concurso para construção da linha de metrobus no Porto

Lançado concurso para construção da linha de metrobus no Porto

Ligação entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império será feita em autocarros articulados movidos a hidrogénio. Conclusão da obra está prevista para finais de 2023

O concurso público de conceção e construção do metrobus Boavista-Império, no Porto, foi lançado na manhã desta terça-feira, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e que não contou com a presença do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que se encontra em isolamento depois de ter estado em contacto com um infetado com covid-19.

"Se queremos recuperar a economia e o desemprego temos de investir naquilo que muda o nosso país e as nossas cidades", afirmou António Costa para justificar o investimento global de 66 milhões de euros nestes oito quilómetros de "mobilidade verde", suportado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A substituir Matos Fernandes, o secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, relembrou que a procura estimada desta nova linha prevê acrescentar à rede da Metro "uma média diária superior a 31 mil clientes", ou seja, mais de 11 milhões de validações/ano. O presidente da empresa, Tiago Braga, destacou a importância do investimento e a participação das autarquias no projeto enquanto que Rui Moreira ressalvou a importancia desta linha BRT (Bus Rapid Transit) para a mobilidade e ligação em transporte pública da zona da Foz ao centro da cidade.

O presidente da Câmara do Porto recordou ainda ter sido esta a melhor opção e não a ligação à Baixa pelo Campo Alegre "que resultaria em alterações profundas da sua envolvente". Tal como o JN informa na edição de hoje os autocarros articulados, a hidrogénio, silenciosos e sem emissões de poluentes, circularão pelo corredor central da Avenida da Boavista, com três paragens em Guerra Junqueiro, no Bessa e no Pinheiro Manso e, sob uma nova rotunda, seguirá pela Avenida do Marechal Gomes da Costa, que manterá o seu corredor central verde.

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A solução encontrada para que as árvores não sejam sacrificadas foi a de adaptar uma das faixas rodoviárias existentes à utilização do BRT. Já o monumento ao empresário, da autoria do escultor José Rodrigues, será remontado noutra zona da cidade. Esta linha BRT Boavista terá uma frequência de cinco minutos em hora de ponta e a ligação entre os seus dois extremos demorará 15 minutos. O tempo de paragem em cada estação (as localizadas na Marechal Gomes da Costa serão desenhadas por Siza Vieira) é de 30 segundos.

Os concorrentes terão agora 90 dias para apresentar propostas que serão abertas em outubro. Em março é feita a consignação, seguindo-se depois o desenvolvimento da empreitada, esperando-se que a pré-operação ocorra entre outubro e dezembro de 2023.

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