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Livre quer habitação pública para fixar moradores na Invicta

Livre quer habitação pública para fixar moradores na Invicta

Casas deverão ficar no Centro Histórico e espalhadas pela cidade, mas para a população, não para turistas.

Criar habitação pública com rendas acessíveis para as classes baixa, média-baixa e média é uma das prioridades do candidato do Livre à Câmara do Porto, que critica os "preços exorbitantes da habitação" praticados na cidade, gerados pela "pressão turística" e apontados como um dos motores da saída de habitantes para concelhos vizinhos.

"A reabilitação da cidade tem sido feita sob uma lógica de mercado, cujo objetivo é a criação de espaços para turistas e não para as pessoas viverem. Temos de mudar isto e criar habitação pública não só no Centro Histórico, mas pela cidade. Não queremos criar bairros, queremos a intervenção da Câmara na disponibilização de habitação espalhada pela cidade, descentralizada, para permitir que toda a gente possa viver nela. Há financiamentos do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] e do IHRU [Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana] e há o dinheiro que a Câmara pode usar", sustenta Diamantino Raposinho.

Por outro lado, a candidatura do Livre quer que "o Centro Histórico classificado, mais junto ao rio, seja tornado numa zona de exclusão de alojamento local", sendo que "o resto da cidade deve ter um regulamento" para este setor. "É incrível que uma cidade como o Porto tenha o regulamento suspenso. O regulamento não existe e é inacreditável que, em pleno século XXI, continuemos com uma cidade turística sem um regulamento nesta área. Isso tem tido como consequência a saída ou retirada forçada de populações das suas casas de sempre, e isto é inaceitável", critica o cabeça de lista do partido à Invicta.

O ambiente é outra das bandeiras do candidato de 34 anos, que, "através de mecanismos inovadores de democracia participativa", quer "lançar um grande debate na cidade" sobre a questão das alterações climáticas, convocando para isso uma "assembleia de cidadãos". Entre as "muitas alterações de fundo" necessárias, destaca a "mudança de paradigma para uma mobilidade coletiva, sustentável e suave", reduzindo o número de automóveis na cidade e apostando nos transportes públicos e na criação de uma rede de ciclovias.

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