Habitação

Mãe despejada de casa camarária do Porto dorme com os filhos em hotel

Mãe despejada de casa camarária do Porto dorme com os filhos em hotel

A mãe e os dois filhos menores que sexta-feira de manhã foram despejados da casa social onde moravam, numa "desocupação coerciva" da Câmara do Porto, estão a pernoitar, até segunda-feira, num hotel da Baixa da cidade, numa solução encontrada pela União de Freguesias do Centro Histórico.

Joana Pacheco, de 39 anos, e os filhos, de 8 e 12 anos, estão a passar a noite curiosamente na unidade hoteleira onde a desalojada trabalha. "Esperamos é que, entretanto, encontre uma solução, uma casa arrendada e que depois se candidate a programas como o Porto Solidário ou a uma casa do IHRU, Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana", explica António José Fonseca, presidente da União de Freguesias, que estranha o facto de, segundo diz a lesada, a Câmara não ter acionado os serviços da Segurança Social no ato de despejo.

Recorde-se que Joana reclama a casa camarária onde vivia o pai e onde também residiu com os filhos durante o período em que o idoso esteve doente até falecer.

"O problema é que esse direito foi-lhe rejeitado e ela deixou passar todos os prazos para reclamar", refere António José Fonseca. O facto de a munícipe ter um rendimento mensal superior ao previsto na matriz do Regulamento da Domus Social impede, segundo a autarquia, um possível realojamento.

Anteontem à noite, Joana esteve na reunião da Assembleia de Freguesia onde o seu caso foi discutido e esta solução provisória foi encontrada a expensas da Junta. Aquele órgão autárquico aprovou também uma declaração dirigida ao vereador da Habitação, Fernando Paulo, "no sentido de o sensibilizar para a situação". Em comunicado, o Bloco de Esquerda condenou ontem a ação da Câmara do Porto que, diz, "agiu de má-fé".

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