Reportagem

Maioria dos passageiros usou máscara nos transportes públicos do Porto

Maioria dos passageiros usou máscara nos transportes públicos do Porto

Nas estações da Trindade e da Casa da Música, as autoridades estão a fiscalizar o uso de máscaras, sendo que a maioria dos passageiros cumpre com as novas regras para circular nos transportes públicos. Metro do Porto e autocarros da STCP têm lotação limitada.

Na Trindade, uma equipa de segurança monitoriza o uso de máscaras pelos utentes. A quem sai do metro é pedido o título de transporte, de forma a verificar o pagamento da viagem. Na loja Andante, o atendimento decorre sem filas. Todos os funcionários utilizam viseira e há marcas no chão a definir a distância de segurança entre os clientes.

As medidas de higiene também foram reforçadas. Em várias zonas da estação, há dispensadores de gel desinfetante. Após sair da carruagem com destino ao Hospital de S. João, Cândida Freitas aproveita para desinfetar as mãos. Repete o ritual sempre que entra e sai do metro.

Apesar de ter viajado com "poucas pessoas", Cândida Freitas não esconde a preocupação. "Até agora, andei mais tranquila. A partir de agora, tenho um bocadinho mais de receio porque há mais gente na rua", confessou.

Os cuidados repetem-se na estação de metro da Casa da Música. À entrada, um carro da Polícia Municipal deixa o alerta: "transporte coletivo de passageiros: obrigatório usar máscara ou viseira". José Rocha cumpre as indicações. Tem 65 anos e furou a quarentena para ir ao médico.

"Desde que toda a gente venha com proteção, acho que não há problema nenhum em andar nos transportes públicos. Tenho mais medo das pessoas que vão para a praia todas juntas", disse ao JN.

A escassos metros, junto à rotunda da Boavista, Cristina Santos espera pelo autocarro da STCP para regressar a casa. É a primeira vez que anda de transportes públicos desde que foi decretado o Estado de Emergência, em meados de março. Foi à escola do filho.

"Achei que estava tudo muito bem controlado. Estavam quatro pessoas dentro do autocarro", contou a portuense, convicta de que, a partir de 18 de maio, com a reabertura de mais serviços, irá aumentar o número de pessoas nos autocarros.

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