Solidariedade

Mercadona doou 80 toneladas de comida

Mercadona doou 80 toneladas de comida

A Mercadona doou 80 toneladas de alimentos a instituições das zonas onde tem lojas. Umas das entidades apoiadas foi o Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, onde os pedidos de ajuda dispararam.

Há cada vez mais famílias e instituições a bater à porta do Banco Alimentar Contra a Fome. A pandemia agudizou as dificuldades e, no Porto, os pedidos de ajuda dispararam. No distrito, o apoio chega a 300 instituições, abrangendo 60 mil pessoas carenciadas. Só neste ano, a instituição registou mais de 550 novos pedidos individuais por alimentos, "um aumento considerável" face às 60 solicitações do ano passado.

Sem as habituais campanhas de recolha nos supermercados, o Banco Alimentar tem procurado novas formas para angariar alimentos, designadamente junto de empresas. Nesta segunda-feira, foi uma das instituições de solidariedade social a receber parte das 80 toneladas de alimentos doados pela Mercadona. Os bens de primeira necessidade foram ainda entregues nos bancos alimentares de Aveiro, Braga e Viana do Castelo, onde a cadeia de hipermercados tem loja aberta, bem como na Cáritas e na Cruz Vermelha Portuguesa. Até ao momento, a Mercadona já doou mais de 900 toneladas de alimentos a instituições.

"Devido à relação que temos com as instituições, fomos sabendo que havia falta de alimentos para preparar os cabazes. Aliado também à situação atual que vivemos, em que o número de famílias que procuram apoio também está a aumentar, a Mercadona acabou por decidir fazer esta doação especial", explicou Joana Ribeiro, diretora de relações externas da empresa no distrito do Porto, sublinhando que os produtos doados não resultam de excedentes, mas de compras adicionais aos fornecedores.

"A Mercadona tem uma relação muito próxima com as entidades de cariz social. O nosso objetivo é, através das instituições, chegar a milhares de famílias", acrescentou Joana Soares.

Dos cabazes descarregados no Banco Alimentar do Porto, um seguiu rumo a Santo Tirso para encher a despensa da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente. Na carrinha, entre outros produtos, acomodaram-se bolachas, leite, açúcar, massa, conservas e enlatados. "É uma excelente ajuda", referiu Fernando Vale, diretor executivo da instituição.

Com cerca de 90 utentes, nas famílias também se têm sentido os efeitos da pandemia. "Há famílias que viram a sua situação degradar-se neste último período e, com os contributos que temos, tentamos também ser um apoio", contou Fernando Vale, admitindo que alguns agregados "têm dificuldades no pagamento das suas responsabilidades".

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De acordo com António Serôdio, diretor do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, até ao final desta semana está em curso a campanha "Partilhar o Natal com o Banco Alimentar do Porto", que desafia empresas, escolas, escuteiros e voluntários a recolher e doar alimentos. O objetivo é tentar igualar as 320 toneladas de bens recolhidas na campanha de dezembro do ano passado para continuar a apoiar as famílias carenciadas do distrito.

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