Paralisação

Metro do Porto "fortemente condicionado" pela greve de quinta-feira

Metro do Porto "fortemente condicionado" pela greve de quinta-feira

A operação do metro do Porto estará "fortemente condicionada" esta quinta-feira, alerta a empresa. A greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas durante todo o dia encerrará as linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja. Na Linha Amarela e no tronco comum haverá "circulações muito pontuais".

À semelhança do que já aconteceu no início do mês de dezembro haverá "um serviço de transportes alternativos em autocarro nos segmentos das linhas Vermelha e Verde", esclarece a Metro do Porto. "Entre as seis e a uma da manhã haverá autocarros disponíveis para clientes portadores de título Andante entre a Póvoa de Varzim e a Senhora da Hora (Linha Vermelha), com paragens nas estações de metro da Póvoa, Vila do Conde e Senhora da Hora. De igual modo, no segmento entre o Fórum Maia e o ISMAI existirá um serviço de autocarros em vaivém, com paragem naquelas duas estações", clarifica a empresa.

Não haverá circulação de metro nas Linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja, existindo "apenas circulações muito pontuais na Linha Amarela e no tronco comum entre as estações Senhora da Hora e Campanhã".

O impacto da greve deverá intensificar-se ao final do dia, com o jogo FC Porto - SL Benfica, no Estádio do Dragão, para a Liga Portugal. A estação de metro do Dragão vai estar, "por motivos de segurança, encerrada e sem serviço". A empresa recomenda a utilização da rede STCP e de outros operadores rodoviários para aceder ao Estádio. A estação dos Combatentes estará, também por razões de segurança, encerrada e sem serviço após as 21.30 horas.

"Greve total"

Em comunicado, o Sindicato dos Maquinistas explica que os trabalhadores da Metro do Porto "farão greve total das 00.00 horas às 24.00 horas do dia 30 de dezembro de 2021". A paralisação é justificada pela proposta da Administração da Via Porto, de "uma limitada atualização salarial para 2023", tanto devido à situação pandémica, "como ao processo económico europeu e português que denota uma clara tendência inflacionária", explica o sindicato.

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"É este, neste momento, o grande ponto de divergência entre os trabalhadores e a empresa. No atual contexto, e sem contrapartidas sérias nas condições laborais, é impossível aos trabalhadores aceitarem [tal proposta], com tanta antecedência, tal condicionamento à sua liberdade negocial", acrescenta o sindicato, esclarecendo que "a Viaporto não aceitou qualquer proposta de conciliação, incluindo as apresentadas pela própria Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho".

O Sindicato dos Maquinistas promete mais formas de luta se "a Viaporto não se mostrar aberta às justas pretensões dos trabalhadores".

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