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Metro do Porto já enviou carta de resposta a Rui Moreira

Metro do Porto já enviou carta de resposta a Rui Moreira

A Metro do Porto já enviou a resposta à missiva do presidente da Câmara, Rui Moreira. O autarca escreveu, a 10 de novembro, que por risco de "disrupção" da cidade, recusaria autorizar mais obras do metro na Invicta enquanto a empreitada da Linha Rosa não estivesse concluída.

A 10 de novembro, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, escreveu ao presidente do Conselho de Administração da Metro, Tiago Braga, dando nota de que a empresa "encontra-se, desde março de 2021, a executar a empreitada relativa à linha Rosa", entre a Praça da Liberdade e a Casa da Música. Perante "os excessivos atrasos" em "praticamente todas as frentes de obra" e a intenção de arrancar com mais duas empreitadas, - a linha Rubi e o metrobus da Boavista -, Rui Moreira afirmou que recusaria autorizar mais obras do metro enquanto a linha Rosa não estivesse concluída.

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Tiago Braga já admitiu ao JN que essa hipótese não representa um risco real. Afirmou ainda, na semana passada, que na resposta agora enviada ao autarca portuense, estaria incluída informação "pormenorizada sobre o desenvolvimento de cada uma das frentes" de obra.

"Entendo que não [existe um risco real] porque no desenvolvimento do projeto da linha Rubi tivemos o cuidado de localizar as frentes de obra em zonas que, de facto, levariam a uma menor disrupção do que aquela a que assistimos na linha Rosa", justificou.

"Vamos terminar a obra [da linha Rosa] a 31 de dezembro de 2024 para termos condições de, no início de 2025, arrancarmos com a pré-operação", referiu ainda ao JN. Quanto à empreitada da linha Rubi, a intenção é arrancar com a obra até setembro do próximo ano.

"Verdadeira disrupção do normal funcionamento da cidade"

"Uma empreitada desta envergadura implica alterações significativas ao normal funcionamento da cidade e sua dinâmica, em particular nos eixos principais de circulação da cidade", começou por escrever o autarca na missiva enviada a 10 de novembro. Rui Moreira, revelando que "os serviços" da Câmara do Porto elaboraram um documento onde é possível constatar "que praticamente todas as frentes de obra apresentam excessivos atrasos", reforçou que "tal situação tem implicações graves no escoamento do tráfego da cidade e, por consequência, na circulação dos transportes públicos, nomeadamente da STCP".

O presidente da Câmara do Porto expôs ainda o facto de terem sido canceladas as reuniões do grupo de trabalho, constituído pela Câmara do Porto, STCP Serviços, Metro, empreiteiro e fiscalizador de obra. "Ficou estabelecido", insistiu Rui Moreira, "que os representantes reuniriam periodicamente de 15 em 15 dias".

"Estando previstas novas obras, nomeadamente a linha Rubi e o metrobus da Boavista, chamamos à atenção que o início de tais obras, com o inevitável constrangimento no trânsito, não poderá ser concomitante com as obras ainda em curso e cujo real cronograma não pode ser aferido. Em face de todas as evidências aqui demonstradas, estamos perante uma verdadeira disrupção do normal funcionamento da cidade", concluiu o autarca portuense.

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