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Metro do Porto quer veículos reparados até ao fim de janeiro

Metro do Porto quer veículos reparados até ao fim de janeiro

A Metro do Porto prevê ter definitivamente resolvida, até ao final deste mês, a "questão dos patins eletromagnéticos", peça que serve de auxílio ao sistema de travagem dos veículos tram-train, comprados em 2008 para os trajetos mais longos por atingirem 100 km/hora. Posteriormente poderá ser levantada a limitação de 60 km/hora, estima a empresa.

Em causa está uma avaria detetada há cerca de um ano, que afeta vários tram-train, e que no passado dia 2 provocou o descarrilamento de uma composição na estação de Campanhã, Porto.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, num comunicado, no qual a Metro do Porto afirma que prevê ter a situação resolvida, em todos os 30 veículos da frota tram-train, podendo "ser levantadas as limitações de velocidade e as ações inspetivas anteriormente impostas". Assim, resolvido o problema, diz a empresa, os veículos voltarão a circular a 80 km/hora.

"Qualquer veículo que não se encontre em condições para circular, não circula e não é afeto à operação diária". Mesmo que isso condicione, "como se tem vindo a verificar linhas Vermelha (B) e Verde (C)", esclarece a Metro do Porto.

Em conjunto com o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Industrial da Universidade do Porto, a empresa tem vindo a desenvolver uma "uma série de ações com vista à resolução" do problema detetado nos patins eletromagnéticos no início de 2019.

De acordo com a empresa, foram sendo definidas "modificações e iniciado o processo de alteração deste sistema". Das mudanças constaram as limitações de velocidade e a colocação de abraçadeiras de aço para prender o patim ao veículo.

Apesar de este problema já existir há um ano, a empresa sublinhou que a segurança dos utilizadores está totalmente garantida. Entre novembro de 2019 e a data do descarrilamento, já haviam sido intervencionados sete dos 30 veículos da frota. A manutenção dos veículos da Metro do Porto é feita pela Via Porto, responsável pela operação, sendo a tarefa assegurada pela CP/EMEF.

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