Porto

Miguel Pereira Leite escolhido para liderar Assembleia Municipal do Porto

Miguel Pereira Leite escolhido para liderar Assembleia Municipal do Porto

Miguel Pereira Leite é o novo presidente da Assembleia Municipal do Porto, de acordo com a proposta da maioria, a que o JN teve acesso. Para o lugar de secretária, em terceiro lugar, entra a professora universitária Paula Ribeiro de Faria, enquanto Ana Paula Vitorino, do PS, continua a ser indicada para a vice-presidência da mesa.

Após Daniel Bessa ter abandonado a presidência da Assembleia Municipal, a maioria camarária escolheu Miguel Pereira Leite, que é da área do CDS, mas não é militante apesar de anteriormente ter sido eleito por este partido, explicou fonte ligada ao processo.

Para o lugar de secretário que era ocupado precisamente por Miguel Pereira Leite, é indicada a independente Paula Ribeiro de Faria, que nunca teve atividade partidária, segundo a mesma fonte.

Rui Moreira e o PS mantiveram o seu acordo de governação: a liderança da mesa é assegurada por um autarca do movimento e a vice-presidência por alguém do PS. De registar ainda que, segundo a proposta que será submetida a votação, passam a estar na mesa duas mulheres.

Ainda no que toca à presidência, foram equacionadas, conforme adiantou ontem o JN, duas soluções: Miguel Pereira Leite e André Noronha. Porém, a segunda opção terá sido descartada porque decidiram que seria preferível manter este democrata-cristão como líder de bancada.

A nova composição da mesa será agora votada pelos deputados municipais, mas ainda não há data marcada.

Entretanto, a decisão de Daniel Bessa de abandonar a Assembleia Municipal continua envolta em polémica e em secretismo. Após ter alegado motivos pessoais, recusou, ontem, comentar à Lusa um artigo do "Diário de Notícias" que associa a sua saída ao facto de integrar o comité de especialistas que está a ajudar o ministro Poiares Maduro a delinear o novo modelo de atribuição de fundos europeus às regiões. A notícia acrescenta que esteve nas duas reuniões, de 6 de setembro e de 15 de novembro.

Fonte autárquica nota que a primeira decorreu pouco antes do arranque oficial da campanha. E Daniel Bessa esteve na origem da candidatura de Rui Moreira que, durante a campanha, já criticava o centralismo na gestão dos fundos. Instado sobre o artigo que refere a coincidência da renúncia com as críticas que Moreira lançou agora a propósito do Acordo de Parceria proposto por Portugal a Bruxelas, Bessa respondeu que, "para já", vai manter-se em silêncio.

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