Área Metropolitana do porto

Ministro não avança solução para metro

Ministro não avança solução para metro

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu que será encontrada uma solução para a situação de falência técnica em que se encontra a Metro do Porto. Só não soube é dizer qual será, nem quando será implementada.

"Com certeza que se encontrará uma solução. Trata-se de uma infra-estrutura fundamental para a região", afirmou o governante, questionado pelo JN. "Pessoalmente sou utilizador do metro do Porto, apercebo-me da importância deste serviço de transporte para a Área Metropolitana e terá de ser encontrada uma solução", reiterou Teixeira dos Santos, sem avançar o que será feito para resolver o problema de financiamento da empresa.

Conforme noticiou ontem o JN, a Metro do Porto fechou o ano de 2009 em situação de falência técnica. O passivo (que ascende a 2,1 milhões de euros) supera os capitais próprios da sociedade. No Relatório e Contas de 2008, reiteram-se os problemas de financiamento do projecto e o escasso apoio financeiro do Estado. As verbas a fundo perdido são reduzidas e há quase sete anos que a empresa espera do Governo a resposta a uma proposta de contrato-programa para definir o financiamento do projecto, que só avança graças ao recurso a empréstimos bancários.

"O Governo de José Sócrates actua com dois pesos e duas medidas, generosamente com a região de Lisboa e Vale do Tejo e de mão fechada para com o Porto e a região Norte", contestou o PSD, em comunicado emitido ontem. A distrital social-democrata do Porto está contra a "prática absolutamente deplorável" do Governo em matéria de transportes, criticando os reduzidos apoios às empresas do Norte, exemplificando com o caso da STCP.

Rui Sá, vereador da CDU na Câmara do Porto, escreveu uma carta ao presidente da Autarquia, Rui Rio, solicitando o agendamento, para a próxima reunião do Executivo, da discussão sobre o ponto da situação dos trabalhos da comissão de acompanhamento da Linha Ocidental. O comunista não gostou de ver os membros nomeados pela Câmara dar uma conferência de Imprensa dando conta do trabalho da comissão e anunciando sessões de esclarecimentos com Juntas de Freguesia, quando o vereador do Urbanismo, na última reunião camarária, recusou prestar esclarecimentos ao Executivo, alegando precisamente que não haveria discussão pública da matéria para não prejudicar o clima negocial.

"Está a subverter-se o processo", contesta Rui Sá, argumentando que estão a ser apresentadas propostas como sendo da Câmara do Porto, quando estas não foram discutidas no Executivo.

De qualquer forma, segundo apurou o JN, dentro da comissão paritária ganha força a solução pelo Campo Alegre, em detrimento da Linha da Boavista, embora ainda se procure chegar a um consenso entre os elementos que compõem aquele organismo (três nomeados pela Câmara do Porto e outros três pela Metro) e ainda não haja prazo definido para a apresentação das conclusões. A decisão final sobre qual das linhas deverá avançar será sempre da Empresa do Metro.

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