Porto

Moradores criticam proposta para disciplinar movida

Moradores criticam proposta para disciplinar movida

Três moradores na zona da movida noturna da Baixa criticaram, esta terça-feira, na reunião do executivo, a proposta aprovada pela Câmara do Porto, alertando que o problema é "o barulho feito na rua", a insegurança e a venda de "litrosas".

"O problema não são os bares, é o barulho que as pessoas fazem na via pública. No sábado, às 04.30 horas, tínhamos 300 pessoas a fazer barulho na rua", observou Elisabete Neves, moradora do Largo Mompilher, no período destinado aos munícipes na reunião pública desta terça-feira.

Paula Amorim pediu o fim das licenças "a eventos à noite". "No sábado, andaram a entregar preservativos com bombos até às 03.00 horas. São precisos bombos, para entregar preservativos?", questionou.

A moradora afetada pela movida noturna da Baixa referiu ainda que as vendas ambulantes de bebidas alcoólicas não constituem problema. "Há lojas a vender garrafas de litro para a rua até às 05.00 horas. O problema não são as vendas ambulantes, são as garrafas das 'litrosas'. São atiradas ao ar, sabe-se lá onde vão cair. Qualquer dia caem na cabeça de alguém", avisou.

Maria Pereira, da Travessa de Cedofeita, lembrou que foi naquela artéria da cidade "que o problema começou, há quatro anos". Criticando que tudo continue por resolver, a idosa revelou ter-se deparado com "uma poça de sangue à porta de casa", vindo depois a saber que um jovem tinha ali sido morto durante a noite.

O vice-presidente da autarquia, Vladimiro Feliz, sublinhou acreditar que as medidas aprovadas pela Câmara "vão minimizar os problemas".

"Vamos estar atentos. O problema pode não ser resolvido na plenitude - isso é algo que tem de ser percebido por todos. Mas vamos tentar melhorar a qualidade de vida das pessoas. Temos é de dar um tempo para ver os efeitos destas medidas", sublinhou.

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A Câmara do Porto aprovou, por unanimidade, as "Medidas de atuação e utilização da Baixa do Porto", com vista a compatibilizar a diversão noturna com o direito ao descanso dos moradores (a CDU apenas votou contra uma alínea do documento, referente aos horários de encerramento dos estabelecimentos).

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