Censos 2021

Moreira congratula-se com aumento de população no Porto durante os seus mandatos

Moreira congratula-se com aumento de população no Porto durante os seus mandatos

O presidente da Câmara do Porto congratulou-se esta quarta-feira com o aumento de população na cidade desde que assumiu a autarquia em 2013, ainda que, segundo os Censos 2021, o município tenha perdido 2,4% dos residentes em 10 anos.

"Esta evolução no Porto, esta recuperação, resulta do rejuvenescimento da cidade do Porto, fruto das atividades económicas e muito daquilo que tem sido uma revitalização na cidade do Porto, que tem múltiplos fatores, múltiplas razões de ser, mas para todos os efeitos numa altura em que verificamos que há um inverno demográfico, é bom perceber que a cidade do Porto, apesar de tudo, tem conseguido fixar população", afirmou Rui Moreira, numa conferência de imprensa sobre os dados dos Censos 2021, revelados hoje.

Segundo os resultados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2013, data em que Rui Moreira assumiu a autarquia portuense, a cidade do Porto tinha 222.252 habitantes e em 2021 tem 231.962. Nos Censos de 2011 o Porto tinha 237.591 residentes, mais 5629 habitantes do que atualmente.

"Depois de uma queda abrupta que começou em 1981, que começou a atenuar no início da década de 2011, a verdade é que nós neste momento estamos numa curva ascendente, portanto estamos a recuperar população", analisou o autarca.

Apesar de salientar uma evolução positiva para o concelho do Porto, Rui Moreira considerou que os Censos 2021 são "um enorme aviso e já não é um aviso verde, já é um amarelo, um amarelo torrado", por indicarem uma diminuição da população em Portugal, nomeadamente nos territórios do interior.

"Num país como o nosso, parece que esta forma de distribuição geográfica não é a fórmula mais generosa de gerir um país, principalmente quando obriga a que pessoas migrem dentro do país, sem ser essa a sua vontade. Que nós tenhamos de receber aqui refugiados do interior é preocupante para todos", referiu.

PUB

"Queria que as pessoas viessem para o Porto porque há condições, habitabilidade, condições de vida. Não o devemos fazer à custa do interior abandonado", concluiu.

Os dados do INE citados pelo autarca do Porto apontam que a freguesia que perdeu mais habitantes foi a freguesia de Campanhã: "Isto não é para o executivo municipal uma surpresa. Se nós apostamos fortemente em Campanhã, nomeadamente, não apenas em políticas de habitação, mas na criação de um conjunto de fatores de excelência para a freguesia, consideramos que estes elementos do INE vêm justificar as políticas ativas que temos tido", afirmou.

Paranhos, à semelhança dos dados inscritos nos Censos de 2011, continua a ser a freguesia do concelho do Porto com mais habitantes.

Na análise aos dados do INE, o autarca salientou que "a ideia que o grande problema era o centro histórico não está espelhada, de facto, nas estatísticas" hoje conhecidas.

"Houve pessoas que saíram, quer do Centro Histórico, da Foz, de Nevogilde, de Aldoar, Ramalde, e houve pessoas que vieram. Isto representa um saldo entre dois movimentos. Não quer dizer que ninguém tenha saído do Centro Histórico. Sabemos que saíram", começou por dizer.

"Mas a avaliação que era feita, de que a cidade estava a perder dezenas de milhares de pessoas, não corresponde à realidade. Há, de facto, um rejuvenescimento da cidade, não só parece ser claro por aqui que não só conseguimos fixar população, como também conseguimos compensar as saídas com entradas", concluiu.

Os dados apontam ainda a existência de 238 sem abrigo na cidade.

A Área Metropolitana do Porto (AMP), composta por 17 municípios, perdeu 22.129 habitantes na última década, sobretudo em Vale de Cambra, Arouca e Santo Tirso, segundo os dados preliminares dos Censos 2021, hoje divulgados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG