Projetista

Morreu o engenheiro Agostinho Álvares Ribeiro

Morreu o engenheiro Agostinho Álvares Ribeiro

O engenheiro Agostinho Álvares Ribeiro, figura essencial no planeamento e construção de barragens no Douro, morreu, esta quinta-feira, no Porto, aos 93 anos.

A Câmara Municipal do Porto prestou a homenagem ao professor catedrático da Universidade do Porto, onde deu aulas na Faculdade de Engenharia, de 1959 a 1997, na disciplina de Hidráulica (que, aliás, lançou na faculdade), depois de se ter doutorado com uma tese sobre o "Método de Cálculo de Barragens Arco".

Álvares Ribeiro nasceu no Porto, a 4 de setembro de 1927 e "foi um cidadão notável, muito considerado, que nos deixa, por isso, um enorme testemunho profissional e pessoal", afirmou o presidente da C. M Porto, numa nota publicada no site da autarquia. "A obra não desmente o legado imortal de uma personalidade que ficará para sempre na nossa memória como um dos grandes nomes da engenharia portuguesa do século XX, que também deixou o seu inestimável contributo para as novas gerações de engenheiros", destacou Moreira.

A Ordem dos Engenheiros - Região Norte publicou também uma homenagem ao projetista, destacando que Álvares Ribeiro, como "chefe do Departamento de Barragens da Hidroelétrica do Douro projetou sete barragens no rio, numa lista em que se incluem as barragens do Carrapatelo (1971), Bagauste (1973), Valeira (1976), Pocinho (1983) e Crestuma-Lever (1986). Foi também responsável por vários "descarregadores de cheia, bacias de dissipação, ensecadeiras e derivações provisórias".

O seu trabalho, sublinha a Ordem, "representa um inequívoco contributo para o desenvolvimento e progressão da Engenharia portuguesa, especificamente na sua área de especialidade."

Foi também engenheiro Consultor de Barragens, descarregadores e eclusas de navegação da Eletricidade de Portugal desde 1953 a 1990. Ao longo da sua carreira, publicou "numerosos artigos e comunicações técnicas."

A CM Porto acrescenta ainda que o engenheiro "conciliou sempre o seu percurso profissional à vida académica, tendo sido igualmente reconhecido pela sua dimensão humanista, o que lhe mereceu a Medalha da Ordem de Cristo, com que foi agraciado em 1964."

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A autarquia recordou ainda que Álvares Ribeiro "participou como orador-convidado nos Congressos Internacionais das Grandes Barragens em Nova Iorque (1958); Roma (1961); Edimburgo (1964); Istambul (1967) Montreal (1970); Madrid (1973); Rio de Janeiro (1982); São Francisco (1988) e Viena (1991)."

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