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Multas dos parcómetros de Valongo e Ermesinde continuam a ir para o lixo

Multas dos parcómetros de Valongo e Ermesinde continuam a ir para o lixo

"Tinha ouvido falar que não estavam a multar, por isso, não meti moeda. Não vou pagar", diz Marlene Vieira, com um aviso de pagamento emitido pela Parque VE, empresa concessionária do estacionamento à superfície em Valongo e Ermesinde, na mão.

Como ela, muitos outros se recusam a pagar, desde que começou o processo de resgate destas concessões. A Câmara sustenta que é preciso pagar o parcómetro, mas garante que a fiscalização feita pela empresa não é válida e que não são processadas as contraordenações, não havendo o pagamento de multas. No Tribunal Administrativo de Penafiel correm duas providências cautelares, motivo invocado pela empresa ao JN para não comentar este processo.

Foi em janeiro deste ano que o Município decidiu avançar com o resgate da concessão. Em causa estavam a "caça à multa" e a falta de equiparação dos funcionários da Parque VE a agentes da autoridade administrativa, o que os impedia de fiscalizar os talões, defendia a Autarquia que proibiu a empresa de fazer essa verificação. Mas os funcionários da Parque VE continuaram na rua e a Câmara participou o caso à PSP por "prática dos crimes de usurpação de funções e de desobediência", apelando à população que fizesse o mesmo.

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