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Quinta da Macieirinha

Museu Romântico do Porto reabre no verão com novo conceito

Museu Romântico do Porto reabre no verão com novo conceito

O Museu Romântico encerra este mês e reabrirá em 2021 com outro conceito e com o projeto museológico alterado. Sendo uma das estações do Museu da Cidade, o núcleo instalado na Quinta da Macieirinha continuará dedicado ao impacto do romantismo no Porto, mas será palco de iniciativas culturais. Quando voltar a abrir portas será como extensão da próxima feira do livro.

De acordo com a Câmara do Porto, a Quinta da Macieirinha "verá o projeto museológico alterado, depois de realizado um diagnóstico sobre o impacto do romantismo no Porto e o que pode ser o romantismo nos nossos tempos". Atualmente, é a estação quatro do Museu da Cidade, centrando a narrativa no rei do Piemonte e da Sardenha, Carlos Alberto, que na casa esteve exilado e ali morreu a 28 de julho de 1849.

Não muito longe da solarenga casa está a pequena capela construída em sua memória no final do século XIX, nos jardins do Palácio de Cristal, por iniciativa da princesa sua irmã Augusta de Montlear, e é todo este conjunto de arquitetónico que a autarquia quer unir num só espaço visitável.

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O atual espaço museológico abriu em 1972, na Quinta da Macieirinha, também conhecida como Quinta do Sacramento, uma antiga casa de campo do século XVIII e que pertenceu à família Pinto Basto (fundadora da Vista Alegre). O objetivo na década de 70 era o de mostrar o ambiente de casa burguesa de um período de franco desenvolvimento do Porto.

Obras e reabertura em 2017

Em memória do ex-rei, foram reconstituídas algumas dependências da casa, como a capela, o quarto de dormir e a sala de estar, a partir de aguarelas e litografias da época. Depois da intervenção arquitetónica de Camilo Rebelo, e de obras de restauro em algumas importantes peças da coleção, a Extensão do Romantismo reabriu portas em 2017.

"Aquilo vive muito da figura de Carlos Alberto e de romântico não tem nada. Merecia de facto ter outro aproveitamento e até outro enquadramento com a envolvente, porque é um espaço muito bonito", afirmou ao JN o jornalista e historiador do Porto Germano Silva. Os visitantes têm a mesma opinião. "É uma casa muito bonita e bem preservada, mas não passa de uma mostra de como vivia a burguesia portuense há pouco mais de um século", diz Manuel Miranda, frequentador assíduo dos "magníficos jardins".

A Câmara do Porto quer dar outra vivacidade e utilização ao núcleo e, já no próximo verão, vai "estender até a programação da Feira do Livro tal como aconteceu na última edição" com iniciativas no exterior da Casa do Roseiral, palco dos Concertos de Bolso, com programação dos Maus Hábitos, e com o ciclo de Debates e uma sessão especial das Quintas de Leitura no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota.

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