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Nova candidatura para financiar Materno-Infantil

Nova candidatura para financiar Materno-Infantil

A autoridade gestora do Programa Operacional do Norte vai iniciar, esta semana, o processo para abertura da nova candidatura de financiamento do Centro Materno-Infantil. Após a Câmara autorizar a obra, as reacções são de satisfação, mas há críticas aos atrasos.

A entidade que gere os fundos do ON2 vai reunir hoje com a administração do Centro Hospitalar do Porto (CHP) para iniciar o arquivamento da candidatura que previa um apoio de 21,7 milhões de euros ao Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), então orçado em 42,2 milhões de euros.

Logo que o processo seja encerrado, será enviado um convite ao CHP  - vai gerir o Materno-Infantil - para apresentar uma nova candidatura, adequada ao projecto aprovado pela Câmara do Porto na semana passada, explicou, ao JN, fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

Na nova proposta, o valor do financiamento poderá ter "ligeiras" diferenças.  De acordo com as regras do ON2, a candidatura terá de ser aprovada, no máximo, até 31 de Dezembro de 2013 e executada até 31 de Dezembro de 2015.

As novas datas permitem recuperar os 18 meses perdidos desde a aprovação da candidatura. O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte afirmou, anteontem, que espera ver o CMIN pronto em Maio de 2013.

O projecto recebeu um parecer favorável da Câmara do Porto na passada quinta-feira, mas a aprovação, que implica o corte de um piso, a reformulação da cobertura e a construção de um arruamento de acesso à Rua da Torrinha, só nesta segunda-feira foi conhecida.

Após três pareceres negativos entre Novembro de 2009 e Setembro de 2010, a notícia foi recebida com satisfação, mas também com críticas aos atrasos. No Executivo municipal, Manuel Correia Fernandes congratulou-se com o desfecho, mas lamentou "a burocracia e a mistura de questões partidárias". O vereador do PS entende que a Câmara deveria ter feito um plano de urbanização da envolvente da maternidade para acolher o projecto.  

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Rui Sá, da CDU, solta um "ainda bem" à aprovação, mas ataca Rui Rio. "Estes atrasos não se devem a uma preocupação urbanística, mas a uma birra política com o Ministério da Saúde", afirmou, recordando que nos últimos tempos a cidade tem visto a Maioria PSD/PP ter outras atitudes face a "aberrações como o prédio da J. Camilo na Foz, os jardins da Prelada e as torres de Ciríaco Cardoso".

Renato Sampaio, presidente do PS/Porto, não tem dúvidas que "houve motivações políticas a obstaculizar o processo" e considera "inaceitável" que a Câmara obrigue o Ministério da Saúde a construir um novo arruamento.

Marco António Costa, líder do PSD/Porto, mantém as dúvidas sobre a localização do CMIN, mas defende que mais vale ser no Porto do que não existir. "O PSD distingue-se do PS porque não faz terrorismo político com assuntos de primordial interesse para a região", afirmou.

No plano hospitalar, Pedro Esteves, administrador do CHP, diz que o momento é de "absoluta felicidade" e saúda o diálogo que permitiu juntar as duas vontades numa solução.

O JN ouviu também Octávio Cunha, ex-director do serviço de Neonatologia do Hospital de Santo António, que em Setembro reuniu com Rui Rio, acompanhado por um grupo de médicos, para defender um projecto alternativo.  O especialista não é adepto da solução do ponto de vista técnico, mas fica satisfeito por saber que "as crianças internadas no Maria Pia, que correm riscos a cada segundo que passa, vão ser salvas".

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