Trânsito

Nova ponte entre Porto e Gaia prevista para 2022 ainda sem avançar no terreno

Nova ponte entre Porto e Gaia prevista para 2022 ainda sem avançar no terreno

Os autarcas de Porto e Gaia anunciaram em abril de 2018 a construção de uma nova travessia sobre o Douro, mas, um ano e meio depois, o projeto, cuja conclusão era apontada para 2022, ainda não avançou para o terreno.

A nova ponte a instalar entre Campanhã (Porto) e o Areínho de Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia) era apresentada, à data, como uma solução para "retirar trânsito automóvel dos dois centros históricos, desviando-o para zonas de expansão e diminuindo a pressão onde ela é mais evidente", lia-se na proposta de protocolo a assinar entre os dois municípios discutida em junho desse ano.

Antes, no anúncio formal, a 12 de abril, os autarcas revelavam que a sétima travessia sobre o Douro seria construída à cota baixa, numa extensão de 250 metros, estando previstas a ligação para trânsito rodoviário e transporte público, uma passagem pedonal e ciclovia.

A construir no prazo de três a quatro anos, a nova ponte, a ser batizada como Ponte D. António Francisco dos Santos, em homenagem ao bispo que morreu em setembro de 2017, tinha um custo estimado de 12 milhões de euros, valor suportado inteiramente pelas autarquias do Porto e Gaia.

Na altura, os autarcas avançavam que seriam necessários dois concursos públicos, um para a conceção a lançar naquele ano (2018), e um segundo de caráter internacional para a construção.

A Lusa aguarda, desde final de setembro, a resposta aos pedidos de esclarecimento enviados à Câmara do Porto e Gaia, sobre o avanço da nova travessia, assim como da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que foi acusada, em junho, pelo autarca do Porto, de estar a "atrasar" a construção da nova ponte.

"A APA é aquela que nos está a levar a atrasar as questões da ponte com Gaia", afirmou Rui Moreira, durante a Assembleia Municipal de 26 de junho deste ano.

O autarca revelou que os técnicos da APA "entendem que a ponte não deve ter a mesma cota relativamente ao rio do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I".

Questionada pela Lusa, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) referiu apenas que "no devido tempo e no âmbito das suas competências, a APDL foi consultada sobre esta matéria e deu o seu parecer técnico sobre o projeto".

Já Infraestruturas de Portugal esclareceu que disponibilizou apoio técnico às autarquias, embora não tenha que se pronunciar ou emitir qualquer parecer sobre o projeto em questão.