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Observatório Social do Porto está na gaveta há sete anos

Observatório Social do Porto está na gaveta há sete anos

Alberto cumpriu pena de prisão de dez anos e foi libertado há dois meses. Foi colocado na rua pelos Serviços Prisionais sem acompanhamento social e só agora o assistente social encarregue do processo está a tratar do rendimento social de inserção. A casa onde vivia, no Bairro das Condominhas, foi entregue a outra família.

Alberto vive na rua e na última reunião do executivo camarário pediu a Rui Moreira uma nova habitação. O vereador da coesão social mostrou-se agastado com a situação e com o modo como os serviços do Estado tratam as pessoas que saem das cadeias. Foi disponibilizada ajuda a Alberto para viver no centro de acolhimento de Joaquim Urbano. Solução que não agrada ao ex-recluso: "Para estar rodeado de homens, ficava na cadeia", desabafou.

Este é um dos muitos casos de cidadãos do Porto em situação de emergência, como são os sem-abrigo, os idosos doentes e isolados em zonas "tomadas" pelo turismo e as famílias a viver em condições indignas. Detetar precocemente a emergência de novos problemas sociais e definir linhas de ação estratégicas apropriadas era a proposta do Observatório Social, que em 2014 foi anunciado pela Universidade do Porto (UP) e pela Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), que assinaram um protocolo de cooperação nesse sentido.

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